Casos de censura pelo STF abrem os debates entre os vereadores da capital

Por Wanglézio Braga

Os trabalhos na Câmara de Vereadores de Rio Branco iniciaram hoje (17) com uma dobradinha entre os vereadores Emerson Jarude (SEM PARTIDO) e Lene Petecão (PSD) que repudiaram a imposta censura pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) contra dois veículos de comunicação. Na ocasião, Jarude pediu que a Câmara tivesse um posicionamento oficial repudiando o episódio envolvendo o presidente do STF, Dias Toffoli e ministro Alexandre de Morais.

“Vocês percebem quede de uns anos para cá o STF, reiteradamente, vem tendo umas condutas bastante suspeitas. E quando subi aqui na tribuna para falar da CPI Lava Toga que inclusive o Senador Márcio Bittar fez questão de enterrar ela na CCJ, quando chamei aqui o Ministro Gilmar Mendes de bandido, são por essas questões. A liberdade de expressão é um direito constitucional imprescindível para que haja democracia no nosso país. Não podemos admitir censura”, discursou Jarude.

Ainda durante sua fala na tribuna, ele pediu que a bancada federal acreana endurecesse o coro para a aprovação da CPI Lava Toga que já foi sepultada no Senado durante votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Emerson apelou ainda para o clamor popular, segundo ele, a população precisa fazer pressão para que o STF passe por uma investigação o quanto antes. “Hoje, somente os políticos são investigados e a gente sabe que a corrupção não acontece somente dentro do poder legislativo ou executivo. É importante que o país tenha esse olhar”, concluiu.

Não muito diferente, a vereadora Lene Petecão lançou uma alerta para os seus pares para que tenham cuidado ao proferir discursos ou comentários contra o STF. “Cuidado pra gente não ser preso pelo “cabra” que está mandando prender. Não é só a imprensa não. Não vou permitir que o nosso país está numa bagunça tenha censura por não poder tocar no nome deles”, acrescentou.