Vereador propõe cancelar a sessão para para marcar presença nos movimentos pró-educação

Por Wanglézio Braga

Após longa discussão, os vereadores de Rio Branco terão suas ausências justificadas caso participem dos movimentos em prol da educação universitária que será realizado amanhã (15), na capital. Na sessão de hoje (14), os pares tiveram que entrar num consenso se teria ou não expediente na Casa de Leis. Um requerimento verbal que suspenderia os trabalhos chegou a ser apresentado pelo vereador Eduardo Farias, do PCdoB, porém, foi rejeitado.

A discussão foi bastante acalorada. De um lado a bancada do PT e PCdoB pedia a suspensão da sessão para que os vereadores pudessem participar dos atos idealizados por estudantes da Universidade Federal do Acre (UFAC) e pelas Centrais Sindicais em favor da educação e repúdio aos cortes oferecidos pelo Governo Bolsonaro através do Ministério da Educação.

O vereador N. Lima (PSL) foi o primeiro a não concordar com o pedido. Ele chegou a ser crítico quanto ao movimento. “Um ato exclusivamente da antidemocracia! Só porque eu vou passar amanhã um vídeo do que acontece nas universidades, dos reitores que estão sendo presos (...) Hoje, a população está consciente que ninguém estuda, que vão pra lá pra plantar maconha dentro das universidades”, disparou N. Lima.

O vereador Rodrigo Forneck, do PT, esclareceu que o pedido de suspensão das atividades na Câmara, amanhã, tem haver com as punições aos vereadores conforme prevê o Regimento Interno. “Com ou sem falta eu vou participar. Mesmo dando falta, lá irei”, disse.

A vereadora Lene Petecão, do PSD, lembrou que em anos anteriores quando o PT estava no poder e anunciou o corte “Vi poucos vereadores lá, protestando. Eu estive. Agora só porque é o governo Bolsonaro, tão querendo isso. Essa casa não pode ser fechada e eu tenho requerimentos a serem apresentados na ordem do dia e outras matérias. Por isso, façam as manifestações aqui, todo mundo vai ouvir”.

João Marcos Luz, do MDB, também foi contrário ao cancelamento da sessão. Segundo ele, a manifestação tem um cunho partidário. “Não me interessa esse evento. Eu concordo com tudo que o governo, da qual apoio faça. Não me interessa se vão cancelar ou não a sessão. Aqui estarei”, comentou.

No final, os vereadores acataram a sugestão do vereador Railson Correia (PODEMOS) que deu a ideia de facultar a presença dos vereadores sem receber algum tipo de punição.