Prefeita tem pouco tempo para tomar decisão e montar aliança para buscar a reeleição

Antonio Muniz

Após se destacar como a melhor prefeita da Região Norte e a terceira colocada em nível nacional, a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB), vive momento de decisão do ponto de vista político, afinal, em outubro teremos eleição e a campanha já começou.

Do ponto de vista administrativo, a prefeita faz uma gestão inquestionável. Claro que ela não resolveu e nem vai conseguir revolver todos problemas de Rio Branco, afinal, pegou o bonde andando e teve que fazer alguns ajustes na máquina pública, mas tem agido com eficiência e decência.

Na verdade, Socorro nem decidir se será ou não candidata à reeleição, cumprindo o que falou ao tomar posse, em abril de 2018, que só falaria em sucessão a parir de janeiro deste ano. “Eu não misturo gestão pública, com ação politica”, afirma a prefeita.

Do ponto de vista ético, é algo plausível  e raro nos dias atuais. Mas tal fato, isso em alguns casos, pode prejudicar o lado político. Os aliados da prefeita percebem isso e começam a pressioná-la a tomar duas decisões: confirmar sua pré-candidatura e  montar um grupo político.

O presidente regional do PSD, senador Sérgio Petecão, tido pela prefeita como o grande amigo da Prefeitura de Rio Branco, tem dito, reiteradas vezes, que a prefeita é assediada por todos os partidos.

Ainda segundo Petecão, o assédio politico não ocorre apenas pelo bom trabalho feito por Socorre, mas sobretudo pelo seu comportamento ético e moral. “Eu goto do comportamento moral e ético da prefeita. Por isso, tenho me esforçado para audá-la”, afirma  Petecão.  

A prefeita tem três caminhos a seguir para conseguir sua reeleição: aliança com o PSD de Sérgio Petecão, continuar a aliança com o PT, PC do B e outros partidos da extinta Frente Popular ou montar uma aliança alternativa sem Petecão, PT e PC do B. 

Há quem diga que o PT prefere apoiar a reeleição de Socorro Neri a arriscar lançar um candidato próprio, enfrentando a estrutura da prefeitura e a governo estadual, uma vez que o governador Gladson Cameli (PP) também apoiará um candidato, seja no primeiro ou no segundo turno.

Portanto, ao ensaiar candidatura, o PT estaria a pressionar a prefeita a tomar a decisão e montar o quanto antes uma aliança com o que restou da Frente Popular do Acre. A direção nacional do PT recomenda lançamento de candidatura própria, mas os petistas acreanos estariam indecisos.

Cientes de que não terão apoio da´refeita e tampouco do governador, tanto o e-senador Jorge Viana, quanto o ex-deputado federal Raimundo Angelim, que também já foram prefeitos, estariam dispostos a encarar o desafio.

Bom para o deputado Daniel Zeen, uma das novas liderança petistas. Apesar de ser um defensor da reeleição de Socorro Neri, tendo um petista como candidato a vice, Zeen estaria disposto a encarar o desafio, mesmo sabendo que as condições são adversas. Com mais dois anos de mandato, o deputado nada tem a perder.