Perpétua pede apuração de possível envolvimento do governo do Brasil na queda de Evo Morales

Por Wanglézio Braga

A deputada comunista, Perpétua Almeida (PCdoB) usou as redes sociais ontem (10) para manifestar sua solidariedade ao presidente, Evo Morales que pediu renuncia do posto de mandatário do Estado Plurinacional da Bolívia. Morales é acusado de promover corrupção e fraudar as eleições ocorridas em outubro onde dava mais um mandato para o seu currículo. Além dele, a presidente do Superior Tribunal Eleitoral (STE) e o vice-presidente, alguns governadores e prefeitos também pediram para sair dos seus respectivos cargos.

Segundo Perpétua, Evo “buscava a construção da paz no seu país” e afirmou que “a extrema direita não suportou perder as eleições pela quarta vez consecutiva, fez o uso da violência e desferiu um duro golpe cívico, político e policial contra Evo e a democracia na Bolívia”.

“A Bolívia volta à triste sina que carrega de golpes de estado. De 1825 até aqui são 194 deposições de governos. A economia boliviana é a mais dinâmica da América Latina, com taxas médias de crescimento de 5% ao ano há mais de uma década. Quando Evo Morales assumiu a presidência, em 2005, 78% da população vivia em extrema pobreza. Hoje, menos de 15% da população se encontra nessa condição social. É, portanto, lamentável que a elite do país não saiba conviver com a democracia, o crescimento econômico, a soberania e a inclusão social dos pobres”, escreveu.

Em determinado momento de sua publicação, a comunista disse de um possível envolvimento dos setores do governo brasileiro no que ela classifica de golpe, na Bolívia. “Isto precisa ser apurado! Está na Constituição que nossas relações internacionais devem se pautar pela defesa da paz e, acima de tudo, pelo respeito à autodeterminação dos povos”, comentou.

Por fim, a parlamentar brasileira disse que “Me preocupa muito como ficará a situação dos estudantes brasileiros naquele país” e prometeu “Durante a semana irei articular ações no Congresso e no Acre, atuando em conjunto com a Assembleia Legislativa para que acompanhemos de perto a situação desses mais de 40 mil estudantes brasileiros, dos quais cerca de seis mil são acreanos que moram e estudam na Bolívia”.