Vereador diz que Acre precisa se livrar dos laços das famílias Viana e Cameli

 ANTONIO MUNIZ 

“Eu nasci em 1989. Portanto, vi apenas duas famílias comandar o Acre”, afirma o vereador Emerson Jarude, eleito pelo PSL, mas no momento encontra-se em partido. O parlamentar refere-se à família Cameli e à família Viana. Ele foi entrevistado no programa Boa Noite Rio Branco, nesta terça-feira, na TV Rio Branco-SBT.

Ao ser perguntado qual das duas famílias ele faria opção, Jarude respondeu:”Pelo povo acreano”. Para o bom entendedor, meia palavra basta. Bem ao seu estilo, o vereador deixou claro que não tem preferência por Cameli nem por Viana. Ele entende que os dois governos não fizera bem ao Acre e  os acreanos precisam se livrar dos laços das famílias Cameli e Viana.

Eleito pelo Partido Social Liberal (PSL),  Jarude assumiu, de imediato, a Presidência da Comissão de Ética da Câmara de Rio Branco e por dever de oficio, foi obrigado a enquadra um próprio colega de bancada, acusada  de envolvimento em atos ilegais entes de ser eleito vereador.

O comportamento de Jarude, embora aprovado pela maioria, sobretudo as pessoas que apoiaram sua candidatura,, acabou custando caro para o parlamentar que dois anos depois foi ignorado na definição dos ocupante de cargos estratégicos nas Comissões Técnicas Permanentes da Câmara de Rio Branco.

Ainda sem partido, Jarude tem pouco tempo para definir qual sua nova sigla para poder disputar a reeleição. Ele se reuniu com o presidente municipal de MDB, deputado Roberto Duarte Junior, que o convidou a interessar no partido;mas segundo Jarude, tudo não passou de um gesto de respeito por parte de Duarte, que também é advogado e manteve com ele relação amigável quando era vereador.

O parlamentar critica os próprios colegas que segundo ele exageram nas despesas com passagens e diárias quando viajam. Ele diz ter reduzido as despesas operacionais de seu gabinete e, mesmo assim, é o que mais produz por meio da caravana da cidadania que já visitou todas regionais de de Rio Branco.

 O vereador também se posicionou contrário ao aumento do fundo eleitoral, que saiu de 1,7 bilhão para 2, bilhões. Segundo Jarude, além de um desrespeito à população carente de mais ações do setor público, o aumento dos referidos valores acaba estimulando a corrupção eleitoral.