O Rio Branco

Hoje é 20 de Abril de 2019

Política

Gladson Cameli avalia continuidade da parceria entre governo e Peixes da Amazônia

09 de Fevereiro de 2019 às 14:12:08

Membros do Conselho de Administração do Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia S.A se reuniram nesta sexta-feira, 8, com o governador Gladson Cameli para tratar do plano de recuperação fiscal, que deve ser apresentado pelos acionistas nos próximos dias, na tentativa de livrar a empresa da decretação de falência.

A Peixes S.A executa um modelo de gestão baseado na parceria público-privada e comunitária. Os acionistas afirmam que esse modelo precisa ser mudado e defendem uma administração única, sem interferência estatal.

"Os empresários fizeram um investimento pesado no complexo industrial. No total foram R$ 82 milhões em investimentos e, desse valor, um terço foi bancado pelos sócios. A Peixes da Amazônia precisa andar sozinha, sem a interferência direta do Estado. Nossa meta é produzir, vender e gerar emprego", disse Beto Moretto, presidente do Conselho de Administração da Peixes da Amazônia S.A.

O Complexo tem capacidade para processar 70 toneladas de pescado por dia e produzir 10 toneladas de ração por hora. Segundo o diretor de Operações da Peixes S.A, Inácio Moreira, o estado necessita desse modelo de planta industrial, pois o mercado consumidor interno e externo já aprovaram o produto.

"A empresa integra o modelo de desenvolvimento econômico baseado no agronegócio. Utilizamos milho, soja e ainda absorvemos a demanda dos criadores. O governador Gladson Cameli se colocou a disposição e demonstrou interesse em contribuir com essa cadeia produtiva", afirmou.

Localizado em uma área estratégica, o Acre é rota obrigatória para quem pretende estreitar relações com os mercados andino e asiático. Segundo o governador, a meta precisa ser voltar a produzir, atender as demandas já existentes e buscar outros mercados.

O pedido do governador foi para que os empresários e acionistas apresentem um plano dentro do prazo dado pela justiça para recuperação fiscal da empresa, pois o Estado não entende que a concordata ou falência seja a melhor saída para o problema apresentado.

"Nós precisamos fazer com que a Peixes da Amazônia gere emprego e renda. Pedi que os empresários nos apresentem um plano executável e viável economicamente. A decisão de que o governo recue e saia da parceria firmada anteriormente só será tomada depois que tudo for analisado pela Procuradoria-Geral do Estado e que seja constatada a legalidade do processo", disse o governador.

 

 

Agência 




Compartilhar