Presídio de Cruzeiro do Sul tem mais de 50 detentos foragidos, aponta direção

Com uma população carcerária de 870 detentos, o presídio Manoel Néri de Cruzeiro do Sul, tenta manter uma vigilância constante para evitar fugas. Porém, nos últimos 13 anos, 53 presos fugiram da unidade e não foram mais capturados. O levantamento é da direção do presídio a pedido do G1.

Nos dois anos, o número de fugas não foi tão elevado. Em 2107 foram apenas dois presos que fugiram, já em 2018 outros dois detentos que faziam serviços na área externa da penitenciária conseguiram escapar durante o horário trabalho.

Nos últimos 13 anos, os registros do presídio apontam que, dos presos que conseguiram escapar da unidade prisional, 53 não foram mais encontrados. De acordo com o diretor do presídio, Missael Lima, são várias as estratégias usadas pelos presos que para fugir.

“Tem aqueles que estão com a tornozeleira eletrônica e decidem cortar esse equipamento e somem do nosso controle, alguns aproveitam o momento que estão no trabalho, que por lei eles têm direito de trabalhar, e saem da unidade sem ser percebidos e tem algumas fugas que os presos fazem buracos nas celas para sair”, revela Lima.

A última fuga ocorreu em março deste ano, quando 12 detentos conseguiram fazer um buraco em uma cela do pavilhão 8 e escaparam da segurança da penitenciária. Desses, cinco continuam foragidos e cinco foram recapturados, outros dois morreram em confronto com a polícia.

De acordo com a direção da unidade, as buscas aos fugitivos já se encerraram e agora apenas a polícia tenta localizá-los a partir de denúncias ou nas operações de rotina.

“Esses que estão foragidos ficam com a polícia que está na rua e tenta recapturá-los em blitzen e operações, ou ainda por meio de denúncias”, diz o diretor.

Ainda segundo a direção da unidade, frequentemente são registradas tentativas de fugas na unidade prisional. Só na última semana, foram encontradas três celas com as paredes avariadas, onde os presos já tentavam fazer buracos para escapar da cadeia.

“Para evitar novas fugas, a gente faz revistas com rotina no interior do presídio. Só que, às vezes, em uma noite, eles conseguem fazer um buraco na parede de uma cela para tentar fugir. Mesmo assim, conseguimos manter as vistorias nas celas e sempre conseguimos evitar a ação deles. Na última semana nós conseguimos evitar três fugas por buracos que eles faziam nas paredes”, afirmou.

 

G1