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Policial

Ex-subtenente que matou sargento dentro do quartel da PM é considerado inimputável

19 de Junho de 2017 às 14:23:37

A Justiça do Acre acatou a tese da defesa do ex-subtenente José Adelmo dos Santos e considerou que o réu é inimputável, quando a pessoa não tem condições psicológicas de responder pelo ato. Além disso, determinou que Santos fique três anos internado tratando as doenças por medida de segurança. Santos é acusado de matar o sargento Paulo Andrade, de 44 anos, dentro do Comando Geral da Polícia Militar do Acre (PM-AC). O julgamento do ex-subtenente ocorreu na manhã desta segunda-feira (19) no Fórum Criminal de Rio Branco.

Santos foi ouvido no último dia 9 em uma audiência de custódia. Ele foi expulso da corporação conforme a portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 3 de maio. A exclusão passou a contar desde o dia 26 de abril.

"Ele não tinha condições de retornar ao serviço. No julgamento, todos os relatores concordaram com minha tese de defesa e o consideraram inimputável. Vai sofrer uma medida de segurança, que é uma internação no prazo de no mínimo de três anos. Tem que ser cumprida em uma clínica de reabilitação ou em um hospício. Como aqui não tem, ele vai permanecer no Batalhão de Operações Especiais (Bope)", explicou o advogado Tibiriçá Thompson.

Nesse período de internação, o advogado disse que o ex-subtenente vai ser avaliado por um psiquiatra todos os meses. Após o período determinado, o psiquiatra vai dizer se o acusado pode ou não ir para casa.

"Pode ficar três anos ou 30. Depende do que o perito vai dizer. É no mínimo de três anos, após isso o perito psiquiatra vai avaliar. Não é uma prisão, não é uma pena, ele precisa ser tratado. Ele poderia pegar dez anos, mas sair com o mesmo problema. O correto é tratar a doença dele", concluiu.

 

 

G1




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