O Rio Branco

Hoje é 19 de Abril de 2019

Policial

Reportagem nacional mostra fragilidade das fronteiras do Acre para o narcotráfico internacional

15 de Abril de 2019 às 10:41:22

O programa Domingo Espetacular da Rede Record deste domingo, dia 14, exibiu uma matéria sobre a prisão de um equatoriano, considerado um dos grandes traficantes internacional de drogas, Carlos René, conhecido como “Tio Oculto”, ex-capitão do exército de El Salvador, país da América Central.

 

Carlos René foi detido no Rio de Janeiro (RJ) – Foto/captura

Carlos mudou para o lado do crime participando do ‘cartel mexicano do golfo’. Em 2003, foi preso com uma tonelada de cocaína nos Estado Unidos, onde ficou apenas dois anos preso. Em 2005, foi detido no Brasil acusado de tráfico de pessoas e foi expulso. Em 2009, novamente foi preso na Argentina onde ficou mais dois anos e depois foi para o Japão, onde se acredita que a partir daí, entrou para o tráfico asiático.

Em 2016, voltou para o Brasil e passou a viver numa vida de luxo em endereços caros do Rio de Janeiro. Foi quando descobriram que o acusado vinha usando o Brasil como fachada para um grande esquema de lavagem de dinheiro, usando o nome da mulher para abrir empresas dentro e fora do País.

O rastreamento da Polícia Federal, descobriu que o esquema vinha usando a Bolívia como principal fornecedor, passando pelo Brasil até chegar em países da Ásia. O próprio filho foi usado para o tráfico, mas, foi preso no Vietnam com 42kg de cocaína. Este foi condenado a pena de morte em 2017.

INÍCIO DE TUDO

Em 2016, numa operação de rotina na BR 317 que liga o Brasil pela fronteira do Acre ao Peru e Bolívia, agentes da Polícia Rodoviária Federal detiveram dois homens que transportavam uma máquina de triturar, um deles foi identificado como Rômulo Novaes dos Santos, na época com 22 anos, que é sobrinho de Carlos René. Dentro dos cilindros da máquina que seriam levados para o Rio de Janeiro, foram localizados 20kg de cocaína.

 

Sobrinho de Carlos, foi preso pela PRF em 2016 com 20kg de cocaína – Foto: Alexandre Lima/Arquivo

A partir dessa prisão e com informações de um celular, desencadeou uma investigação que chegou até Carlos, que era chamado somente por “Tio”, que dava as ordens sempre por telefone. Este foi preso juntamente com a esposa e mais outras pessoas preventivamente e a defesa diz que os negócios da família são lícitos.

FRAGILIDADE NA FRONTEIRA

A operação que levou a prisão de Carlos, aconteceu a partir do importante trabalho de agentes da PRF na BR 317, que já não estão mais atuando na região de fronteira desde 2018.

Segundo foi levantado, houve uma redução no repasse de verbas pelo governo federal para que esse trabalho fosse dado continuidade. O que resultou na ausência de efetivo e fiscalizações na principal estrada que liga os dois maiores produtores de cocaína da América Latina.

 

 

OALTOACRE




Compartilhar