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Resgate na Tailândia: sete momentos emocionantes de operação heroica

10 de Julho de 2018 às 10:16:50

O resgate heroico de 12 meninos e seu técnico de futebol do interior da caverna de Tham Luang, no Norte da Tailândia, foi marcado por momentos de muita emoção, ansiedade, tristeza e júbilo. Confira aqui:

Crianças desaparecem após treino

Ainda longe dos holofotes da imprensa internacional, o primeiro drama foi enfrentado pelos pais naquele 23 de junho quando receberam a informação de que 11 bicicletas haviam sido encontradas do lado de fora de uma caverna conhecidamente perigosa durante a estação de chuvas. Eram por volta de três da tarde e um temporal havia caído sobre a região. As crianças haviam se reunido às 10 da manhã para seu treino rotineiro de futebol e estavam desaparecidas. 

Buscas em região de cavernas

Nas primeiras horas do dia 24, começaram as buscas que passaram a ser acompanhadas pelo mundo inteiro, atraindo para o país especialistas em resgates em cavernas inundadas. Um dos integrantes da equipe de futebol, que não havia comparecido ao treino, disse que os meninos haviam visitado outras três vezes a caverna, mas nunca durante a arriscada estação de chuvas. Ele indicou ainda, em entrevista à imprensa tailandesa, que havia, sim, planos de marcar o aniversário de um dos membros do time visitando o local naquele dia.

Mergulhador encontra crianças com vida

O grupo estava desaparecido havia 9 dias e muitos já haviam perdido as esperanças quando, finalmente, um desses especialistas, um mergulhador britânico, encontrou as crianças e o técnico com vida em um nicho elevado dentro da profunda rede de cavernas. Eles estavam a 4 quilômetros da entrada. O vídeo em que o mergulhador conversa em inglês com uma das crianças correu o mundo. Os meninos contam com a ajuda de um dos membros da equipe, Adul Samon, de 14 anos, que fala inglês. "Somos só dois. Mas muita gente está vindo", diz o mergulhador.

Meses na caverna?

O momentos de alegria, no entanto, não duraram muito e foram logo substituídos pela angústia em relação ao resgate quando autoridades admitiram que os 13 talvez tivessem que permanecer no local por meses, até o fim da estação de chuvas. Essa hipótese, no entanto, foi rebatida pouco depois quando uma avaliação mais minuciosa do local onde se encontravam indicava o risco de elevação do nível da água com a previsão de mais chuvas.

Mergulhador voluntário morre sem oxigênio

No dia 5 de julho, a notícia da morte do ex-mergulhador da Marinha tailandesa Suman Kunan deixa claro o grau de risco da missão. Ele tinha 38 anos, era triatleta e havia se voluntariado a participar da operação de resgate. Ele havia levado suprimentos e oxigênio para o grupo. No retorno, teria ficado ele próprio sem ar suficiente. Integrantes da equipe de resgate relataram que a morte não seria em vão e serviria para aumentar o propósito da missão. 

Famílias recebem cartas

O grupo envia cartas para a família e amigos. O técnico pede desculpas por ter conduzido as crianças ao local. Público tailandês surpreende ao inundar redes sociais com mensagens de apoio, e não recriminação, ao técnico. Apesar da positividade, pairavam constantemente riscos como o de elevação do nível da água e também redução do nível de oxigênio no interior da caverna. Informações davam conta de que havia apenas 15% de oxigênio no local, contra 21% em situações normais. 

Urgência no resgate e missão cumprida

O resgate começa na manhã de domingo, 8 de julho. O risco de mais chuvas tornava o resgate urgente. Já no primeiro dia, quatro são retirados da caverna. A missão é bem-sucedida nos dois dias seguintes, terminando com cinco resgates nesta terça-feira.

AFP Vídeo emocionante foi gravado no interior da caverna por mergulhador britânico

Getty Images Milhões de litros de água foram retirados, mas efeito foi menos do que muitos esperavam

 Getty Images Equipes bombeavam água da caverna em um esforço intenso para evitar a elevação do nível de inundação

 

 

 

BBC News

 

 




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