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Secretário de Santa Rosa do Purus apoia a municipalização da saúde indígena proposta por Governo Bolsonaro

27 de Março de 2019 às 12:43:25

Por Wanglézio Braga

Localizado na Regional do Alto Purus, o município de Santa Rosa concentra o maior taxa de indígenas do Estado. Segundo dados do Governo, existem 209 aldeias no Acre sendo 53 instaladas no município que tem população, segundo o IBGE de 2018, de 6.362 mil habitantes. Os indígenas estão presentes nos mais variados espaços, exercem função no executivo, como o cargo de vice-prefeito e no legislativo com a presença de quatro vereadores.

Nessa semana, o ministro da Saúde do Governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, declarou que pretende extinguir a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e repassar para os municípios a responsabilidade pela assistência à saúde dos índios e incorporar os serviços destinados às aldeias a uma nova Secretaria Nacional de Atenção Primária.

A informação repercutiu bastante e trouxe preocupação para muitas prefeituras que mal conseguem atendimento para não índios e podem ser obrigadas a prestar atendimentos específicos acarretando prejuízos nos atendimentos e na distribuição de medicamentos. Mas, alguns administradores dizem que tal mudança seria até benéfica.

Portal O Rio Branco conversou hoje (27) com o secretário de Saúde de Santa Rosa do Purus, Osmarino da Silva Santos, que apresentou contentamento com a municipalização dos atendimentos para índios. Ele avaliou como positiva essa intenção mesmo dando conta de que a municipalização dos atendimentos aos indígenas é algo real na sua cidade.

“No nosso caso, em Santa Rosa, seria ideal. A gente já faz esse atendimento municipalizado para indígenas. Com isso, garantiríamos mais recursos e saberíamos planejar muito melhor, diminuiríamos as despesas e os transtornos seriam menores”, comentou Santos.

Ele comentou ainda que existe uma rotatividade muito grande dos administradores nas unidades de atendimento do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). Segundo o secretário, a mudança de administradores prejudica parcerias e os próprios indígenas que necessitam de atendimento básico mais que a burocracia impossibilita até uma ação social.

“Acredito que isso acabaria essa rotatividade de administradores. Hoje, a gente faz uma parceria com a DSEI e com três meses depois sai aquele administrador e aí tem que abrir outro diálogo, fazer toda a conversa novamente. Por isso, acho que iria até desburocratizar essa parte de parceria entre município as unidades”, pontuou. 




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