Especialista analisa impacto do auxílio emergencial na economia durante isolamento social

Antonio Muniz 

A ajuda financeira que o governo federal decidiu oferecer aos mais de 55 milhões de brasileiros desempregados ou que vivem de bico ou biscate e forem prejudicados em função da crise provocada pelo coronavírus, tecnicamente chamada de Ajuda Emergencial, foi analisado pelo professor universitário, consultor econômico e especialista em planejamento e investimento financeiro Alex Barros, no programa RB Notícias, nesta quinta-feira, ao vivo, na TV Rio Branco-SBT.

Os benefícios de R$ 600,00 para todos que se enquadram no perfil estabelecido pelo Ministério da Cidadania e R$ 1.200,00 às mães solteiras seriam pagos pela Caixa Econômica, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste. No entanto, somente a Caixa demonstrou interesse em prestar o serviço juntamente com as casas lotéricas. 

Segundo Alex Barrosa, a medida é uma tentativa de mitigar um dos principais efeitos da pandemia de coronavírus, ou seja, o empobrecimento da população. “A redução da atividade econômica expõe ainda mais a vulnerabilidade das pessoas sem emprego formal, que, com as medidas de distanciamento social têm a sua renda diminuída drasticamente”, afirmou.

Na visão do especialista, ao criar o programa emergência,  garantindo uma renda mínima universal diante do contexto do coronavírus, o governo federal pode minimizar duas circunstâncias: uma microeconômica e social, que é manter renda e sobrevivência para as pessoas, sobretudo os autônomos e, de maneira mais geral, a macroeconômica, pois oferece sustentação no nível de renda e de gastos da economia para que ela não entre numa espiral de quedas de vendas, de faturamento e emprego.

Por se tratar de uma medida de proteção social, a principal preocupação no momento, segundo Alex Barros, é em relação à sua execução, porque é preciso garantir que o dinheiro chegue às mãos das pessoas que, realmente, estão precisando para evitar uma tragédia social ainda maior.

Alex explicou ainda que o Auxílio Emergencial tem por objetivo socorrer, financeiramente, a população mais pobre, sem outra opção de renda. “Se a gente quer que as pessoas façam quarentena, é preciso garantir o mínimo de sustento delas. Apesar de não ser o suficiente para impedir uma queda expressiva do Produto Interno Bruto (PIB), essa é uma medida para evitar um colapso ainda maior da ordem social e da situação econômica”, explicou.

Ao fim da entrevista, Alex também orientou os beneficiários do auxílio emergencial que aproveitem o dinheiro da melhor forma possível ara garantir segurança alimentar de seus familiares. Alertou ainda para que não assumam compromisso contando com o referido dinheiro, pois serão apenas três parcelas iguais. O governo federal, por meio dos Ministérios da Economia e da Cidadania, estuda a possibilidade de prorrogar a ajuda, mas com valores inferiores.

 


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.