Conselheira tutelar admite que violência contra crianças e adolescentes aumentou no isolamento social

Antonio Muniz

Ao ser entrevistada no programa RB Notícias, nesta quarta-feira, 20, ao vivo, na TV Rio Branco-SBT, a conselheira tutelar, assistente social Joceline Barbosa admitiu que o índice de violência contra crianças teve aumento de cerca de 50% no isolamento social em função da pandemia do coronavírus. 

Um relatório da organização não governamental (ONG) World Vision estima que até 85 milhões de crianças e adolescentes, entre 2 e 17 anos, poderão se somar às vítimas de violência física, emocional e sexual nos próximos três meses em todo o planeta. O número representa um aumento que pode variar de 20% a 32% da média anual das estatísticas oficiais. 

Além de assistente social, Jocirlene é bacharel em Direito, pós-graduada em Desenvolvimento de Comunidades e Práticas Interdisciplinares, professora universitária, perita social na Justiça Federal e contribui, como Assistente Social, junto ao Tribunal de Justiça do Acre e pelas medidas socioeducativas em meio aberto.

Segundo Joceline, que integra o Terceiro Conselho Tutelar de Rio Branco, localizado no Segundo Distrito, o confinamento em casa, essencial para conter a pandemia do novo coronavírus, acaba expondo essa população a uma maior incidência de violência doméstica. 

“À medida que o coronavírus progride, milhões de pessoas se refugiam em suas casas para se proteger. Infelizmente, a casa não é um lugar seguro para todos, pois muitos membros da família precisam compartilhar esse espaço com a pessoa que os abusa”, afirmou. 

Escolas e centros comunitários, segundo a conselheira, na podem proteger as crianças como costumavam nessas circunstâncias. Como resultado, nosso relatório mostra um aumento alarmante nos casos de abuso infantil a partir das medidas de isolamento social”, afirmou.

As medidas de distanciamento social, incluindo o fechamento de escolas, foram adotadas por 177 países e afetaram 73% de toda população estudantil mundial, fazendo com que a maior parte das crianças permanecesse praticamente todo o tempo em suas casas.


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.