Caixa Econômica adotou medidas para diminuir filas no pagamento da segunda parcela do auxilio emergencial

Antonio Muniz

Após vários alguns dias conturbados, com aglomerações em várias agências, no pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial a mais de 50 milhões de brasileiros que se encontram em extremas dificuldades em função da pandemia do coronavírus, a superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Mabel da Silva admitiu as filas, mas garantiu que várias medidas foram adotadas e o problema foi amenizado na segunda parcela.

“As aglomerações registradas no pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial não se repetiram agora na segunda parcela. Não podemos  prometer o impossível. Não há como pagar 50 milhões de pessoas em três semanas, como fizemos, sem fila”, disse Mabel, aos ser entrevistada no programa RB Notícias, nesta quinta-feira, 21,ao vivo, na TV Rio Branco-SBT. 

Antes de divulgas as datas, a proposta de cronograma para o pagamento da segunda parcela foi apresentado, antes, ao ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni e depois ao presidente Jair Bolsonaro. Segundo Mabel, muitas pessoas que foram às agências nos primeiros dias não eram para receber o pagamento, mas sim querendo informações por não terem conseguido fazer o cadastro. “A maioria que está na agência não vai para retirar dinheiro, vai para ter informações ou teve o auxílio negado e não viu isso no aplicativo”, disse. 

Mabel lembrou que a Caixa Econômica apenas faz o pagamento. Os cadastros são feitos pelo governo federal, por da Dataprev.  Para evitar aglomerações, Guimarães ressaltou que a Caixa não vai mais misturar o pagamento do Bolsa-Família com o das contas digitais. “São os grupos mais carentes e também os que têm maior demanda por informações”, explicou. 

Mabel destacou que a Caixa Econômica está  realizando o maior pagamento do Brasil e potencialmente do mundo. “Foi difícil concatenar, pois, até 20 dias atrás, não tínhamos nem a base de dados dos informais e da conta digital. Para a segunda e terceira parcelas, poderemos nos organizar minimizar as filas”, garantiu.

Pelos dados do governo federal, Mais de 50 milhões de brasileiros receberam R$ 35,5 bilhões, sendo 19,2 milhões do Bolsa Família (R$ 15,2 bilhões), 10,5 milhões do Cadastro Único (CadÚnico), que receberam R$ 7 bilhões. “O restante é aquela parcela que não tinha cadastro e fez pelo aplicativo ou pelo site”, explicou. 

No geral, foram mais de  20,3 milhões de brasileiros que receberam R$ 13,3 bilhões. Há um número maior de pessoas que estão se recadastrando, porque tiveram a avaliação do CPF inconclusiva, e de pessoas que estão se registrando pela primeira vez.  A Caixa receberá cadastramentos até três de julho. Quem tiver direito e só se cadastrar em julho vai receber as três parcelas de uma vez.


Lavar as mãos
A lavagem deve ser feita frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.


Não tocar o rosto
Evite encostar as mãos não lavadas na boca, nos olhos e nariz. Essas são as principais portas de entradas do coronavírus no organismo.


Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
O ideal é usar cotovelo ou lenço. Se utilizar papel, jogue fora imediatamente.


Usar álcool em gel
Se não houver água e sabonete para lavar a mão, use o álcool gel 70%, que é eficiente para matar o vírus e outras possíves bactérias.


Evitar contato se estiver doente
Quem está com sintomas de doença respiratória deve evitar apertar as mãos, abraçar, beijar ou compartilhar objeto. Se puder, fique em casa.

Usar máscara se apresentar sintomas
Quem está com sintomas como tosse e espirro deve usar máscara mesmo sem o diagnóstico confirmado de covid-19.