Transplantados e pacientes renais crônicos do Acre tornam a denunciar falta de medicamentos: ?Não está fácil?

Por Wanglézio Braga

Membros da Associação dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados do Acre (APARTAC) não sabem mais a quem recorrer para resolver um problema que se arrasta por meses: A falta de medicamentos. Eles estão apelando nas Redes Sociais e denunciando ingerência da Secretaria de Saúde do Acre (SESACRE) no atendimento aos pacientes.

Segundo o presidente da APARTARC, Vanderli Ferreira, além de medicamentos essenciais para manter a vida dos pacientes, faltam médicos especialistas e aparelho para realizar procedimento na unidade de hemodiálise da Fundhacre.  

“Estamos sem médico especialista para fazer o exame chamado Ecodoppler. Estamos há 3 meses sem os medicamentos Azatioprina e Ciclosporina de 100 MG colocando em risco a vida de pacientes Transplantados e com doenças autoimunes, sem anestesista para confecção de fístulas. Necessitamos de um aparelho novo para realizar a dosagem de Tacrolimus”, denunciou seguido do desabafo “A situação para nós renais crônicos e transplantados não está fácil”.

Portal O Rio Branco entrou em contato com a SESACRE por meio da Assessoria de Comunicação. Em resposta, a gestão informou que "Esses medicamentos já estão na lista de aquisição do Unacon juntos aos fornecedores. Acredito que em breve já estarão disponíveis na nossa farmácia naquela unidade”. Sobre datas ou prazos, a comunicação não informou à reportagem.

Em relação à falta de médicos para fazer exames, fomos informados que o Serviço de Assistência Especializada (SAE) aos transplantados, que funciona na Fundhacre, daria mais explicações. Em contato com uma servidora do SAE, ela atribuiu que apenas a Diretora Assistencial poderia falar com a imprensa. No seu gabinete, fomos informados que ela estava em reunião.