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Governo inicia criação de plataforma de monitoramento territorial

18 de Abril de 2017 às 17:06:29

Unificar os dados referentes às políticas ambientais e de produção executadas no Estado. É isso que propõe a Plataforma de Monitoramento de Desempenho Territorial (TPS) que está sendo criada pelo governo do Acre e Earth InovationInstitute (EII).

Para isso, nesta terça-feira, 18, foi realizada a primeira oficina que visa à construção da plataforma. O encontro contou com a participação de representantes do eixo executor de políticas ambientais da gestão estadual, formado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema), do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Companhia de Desenvolvimento de Serviços Ambientais do Acre (CDSA), além de representantes da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), do setor privado e sociedade civil envolvidas nessa área.

O secretário de Meio Ambiente, Edegard de Deus, explica que, atualmente, a gestão tem dificuldades de integrar os dados das ações que estão sendo desenvolvidas na área de produção e meio ambiente, dentro do território acreano.

“Essa plataforma vai permitir que a gente faça a organização dessas informações e, assim, a gente possa tomar decisões rápidas e planejamentos a partir da integração das informações, tanto nas intervenções na floresta, quanto nas áreas abertas, plantios e nas comunidades que acessam esses recursos naturais”, detalhou Edgard de Deus.

Elsa Mendoza, coordenadora do EII no Acre, pontuou que o estado registra avanços importantes nos diversos setores presentes na oficina e, portanto, precisa avançar em outros aspectos.

“Agora o Acre precisa ser visto em nível internacional para promover suas conquistas. Essa plataforma começou a ser trabalhada desde 2014 e visa promover essa visibilidade dos bons resultados. Podemos, a partir dela, estar em contato com o mercado europeu e chinês, indicando que a política de baixa emissão de gases está acontecendo e é possível trazer novos investimentos para essas cadeias produtivas que tornam o Acre um modelo em nível amazônico”, destacou a coordenadora.

Com essa ferramenta, Magaly Medeiros, presidente do IMC, revela que o instituto poderá também divulgar e disseminar as metas e compromissos estabelecidos na regulação do clima.

“O IMC tem o papel de mitigar os impactos do clima a partir da redução do desmatamento, por meio de incentivos financeiros junto às populações tradicionais e que mantem florestas e com práticas sustentáveis nas áreas abertas do nosso território. Essa ferramenta pode ajudar, ainda, a atrair novos investidores e parceiros”, concluiu Magaly Medeiros.

 

 

Agência

 




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