Em nota, IAPEN afirma que não havia medicamentos vencidos na farmácia de dispensação da Penitenciária

 Por Wanglézio Braga

O diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN), Lucas Gomes, publicou hoje (17) uma nota de esclarecimento sobre uma notícia de que o promotor de Justiça do Ministério Público do Acre (MPAC), Tales Tranin, teria encontrado milhares de medicamentos vencidos dentro do Complexo de Penitenciário incluindo a farmácia, quando fez uma fiscalização, in loco, nesta segunda-feira (16).

Na nota, Lucas diz inicialmente que o Complexo Penitenciário de Rio Branco conta com uma Unidade Básica de Saúde (UBS), responsável por realizar consultas, acompanhamentos em saúde e dispensação de medicação sob prescrição médica. Tais medicamentos são dispensados na Farmácia da Unidade” e que “os medicamentos apreendidos se encontravam acondicionados no Almoxarifado da UBS, local apropriado para o armazenamento de produtos vencidos. A equipe de saúde aguardava o momento oportuno para a realização das tratativas para o descarte, uma vez que existe um protocolo específico para esse tipo de situação”.

Também no esclarecimento, o diretor-presidente da autarquia afirma que “não foram encontrados medicamentos vencidos na farmácia de dispensação, tampouco na sala de procedimentos, locais onde os pacientes recebem a medicação ou são medicados pela equipe de saúde”.

Ao fim da nota, ele diz que “é importante destacar que boa parte dos medicamentos apreendidos foram advindos dos próprios pavilhões. Estes, foram dispensados com validade boa, porém, não foram utilizados pelos pacientes e, desta forma, foram recolhidos ao almoxarifado”.

Em reportagem publicada em site local, o promotor Tales Tranin teria informado que havia chamado a Vigilância Sanitária para tomar as medidas cabíveis e que era prematuro falar de quem seria a culpa ou responsáveis pelo impasse.