Clientes e camelôs reclamam da desordem no Calçadão com as obras do Shopping Popular

Por Wanglézio Braga

Camelôs que trabalham nos arredores do Terminal Urbano de Rio Branco, aos poucos, estão sendo transferidos para lojas improvisadas no Calçadão da Benjamim Constante e na Rua Quintino Bocaiuvas por conta das obras do lendário Shopping Popular que vem sendo construído pela Prefeitura de Rio Branco há cinco anos.

Durante a semana, a movimentação na região foi bastante intensa e também perigosa para passageiros que trafegam pela região com destino ao Terminal Urbano. Trabalhadores da construção são vistos transitando com ferramentas em mãos e materiais levando equipamentos entre a multidão. No local, não existem placas alertando sobre possíveis perigos de acidentes.

No calçadão da Benjamim Constante, os transeudes reclamam do pouco espaço para transitar e no horário de pico a situação só piora. “É complicado por volta do meio dia, todo mundo vai pra casa ou vem pra escola e esse corredor fica lotado. Não dá pra ver onde pisa ou bate. Todo mundo disputa espaço com as mercadorias dos lojistas”, diz o funcionário público, Roberto Nogueira de Melo, que passa pelo terminal duas vezes ao dia.

A lojista Dulce Silveira testemunhou vários acidentes, sem muita gravidade, nos últimos dias. Ela comenta que já viu diversos clientes sofrerem algum tipo machucados em virtudes de acidentes com pedaços de madeira dos boxes antigos e até pregos usados para a construção das lojas improvisadas. O lixo também é outra reclamação da lojista.

“Aqui o cliente tem que ter cautela. Olhar atento. Ver aonde pisa e nos lados para não bater nas mercadorias. O espaço ficou bastante apertado, deveriam ter feito mais largo, avançar mais no meio do Calçadão (...) Esse lixo todo aí causa preconceito, o povo não gosta de comprar as coisas vendo esse lixão”, comenta Silveira.

Os vendedores ambulantes também reclamam que após a transferência para as lojas improvisadas o movimento caiu consideravelmente. “São dois motivos que a gente acredita nessa queda nas vendas: O primeiro é falta de dinheiro , da crise do país, do estado. A segundo é que os nossos antigos clientes não sabem onde estamos e acabam desistindo de achar a gente vendo essa muvuca toda, esta bagunça. Eles até chegam aqui, mais desistem”, reclama o camelô Rodrigo Veloso.