Privatização dos Correis é tema central do programa Tribuna Livre desta semana

Antonio Muniz

A ameça de privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos será o tema principal do Programa Tribuna Livre  desta sexta-feira, 16, na TV Rio Branco.  Fundado em 26 de janeiro de 1.663, a empresa existe há exatos 356 anos, mas como ETC, completou 50 anos no dia 20 de março de 2019.

Os debatedores Narciso Mendes e Osmir Lima vão interagir com a presidente da Central Única dos Trabalhadores no Acre (CUT-AC) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), professora Rosana Nascimento e a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Sintect), Suzy Cistiny.

No início deste semana, a sindicato que representa a categoria em nível nacional lançou campanha em todo o Brasil em defesa da empresa e contra a privatização. No Acre, a campanha foi lançada com ato público no centro de Rio Branco. A privatização da empresa é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), mas antes precisa ser aprovada no Congresso, conforme reiterado pelo Supremo Tribunal Federal, no último mês.

Segundo Suzy, o Sintect intensificou nesta semana a divulgação de campanha contra a privatização da estatal. Os trabalhadores propõem que eleitores levem a vereadores de suas cidades moções pedindo a preservação da companhia.

“Correios, orgulho de um país inteiro” Eis o slogan da campanha. Bolsonaro afirma que a empresa era um “antro de corrupção” como justificativa para a venda. Já a Associação dos Profissionais dos Correios afirma que “os focos de corrupção estavam mais presentes em outras estatais, com maior faturamento”. Diz também que a estatal foi usada como “boi de piranha” para desviar os olhares enquanto saqueavam as empresas maiores.

Balanços positivos

Suzy lembrou que, em 2017 e 2018 e no primeiro trimestre de 2019, os balanços dos Correios foram positivos. Os déficits do fundo de pensão do Postalis e do plano de saúde têm sido cobertos pelos trabalhadores e pela empresa porque é autossustentável, sem depender de ajuda financeira do governo. A sindicalista afirma, ainda, que está com 99% de qualidade (cumprimento de prazo de entrega), um dos melhores indicadores do mundo.

Na condição de presidente da CUT-Acre, Rosana Nascimento afirmou que a central sindical sempre foi contra privatização por entender que os maiores prejudicados são sempre os trabalhadores. No caso dos Correios, ela afirma que a população também será prejudicada. Tanto Rosana, quanto Suzy acreditam que ainda é possível mobilizar os congressistas no sentido de barrar o processo de privatização de uma das instituições mais antigas do Brasil e que presta serviço de grande relevância social.