Energisa perde mais uma: ANEEL rejeita pedido de aumento tarifário no Acre e Rondônia

Por Wanglézio Braga

O Conselho da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) negou no início da tarde de hoje (15) os pedidos solicitados pela Eletrobrás Acre e Rondônia sobre reajustes extraordinários das tarifas de energia nos dois estados. A reunião ocorreu em Brasília e foi acompanhada por políticos sendo a grande maioria de Rondônia onde pressionaram a Agência para abortar a matéria. A Bancada do Acre não compareceu.

“Não temos segurança nos dados para ver aumento na tarifa. Aqui é uma casa técnica, temos sensibilidade nos discursos políticos, mais temos respaldo técnico. A empresa pode pedir 12 meses de antecedência para pedir o processo. A empresa fez a solicitação, entretanto, não temos seguranças para avançar neste processo de reajuste tarifários”, informou o presidente da ANEEL, André Pepitone.

O reajuste da tarifa no Acre consta no item 4 na pauta do dia. No processo do Acre (48500.002087/2019-63), a Energisa pede “aprimoramento da revisão tarifária extraordinária 2019 a vigorar a partir de 13 de dezembro de 2019”.

A relatoria do processo é de responsabilidade da diretora-relatora, Elisa Bastos Silva que votou contrário ao pedido e consecutivamente abordou a solicitação do grupo. Os demais diretores foram com o voto da relatora.

Ao contrário da bancada do Acre, os deputados e senadores de Rondônia marcam presença na reunião. Eles pressionaram por meio de discursos e contribuíram para que o conselho reprovasse o pedido. Entre um discurso e outro, o deputado Mauro Nazif (PSB-RO) não poupou no linguajar e repudiou a presença do Grupo Energisa no seu estado.

"Sai fora de Rondônia! Sai fora de Rondônia. Vocês são a maior aberração que o povo já viu, que aconteceu naquele estado. Vocês estão acabando com a vida de milhares de pessoas daquele estado. Nunca vi algo tão maléfico como essa empresa, a Energisa. Vocês são maléficos. Vocês não podem colocar a cara pra fora. Nos 52 municípios do estado, vocês não são bem vindos. Se isso está acontecendo é porque vocês não são do bem, porque aquele estado acolhe as boas empresas", disparou Nazif.