Cia de teatro do Acreleva tradiçãoindígena para festival do Equador

Com quase três décadas de palco, a Cia Garatuja de Artes Cênicas representa o Brasil no 2º Festival Internacional de Povos e Nacionalidades em Artes Vivas (Antisuyuk), no Equador. Ogrupoacreano apresenta o monólogo Ikuâni no dia 22 de agosto, às 19h30, no auditório do Museu Arqueológico e Centro Cultural de Orellana (Macco), na cidade de El Coca.

O espetáculo retrata um dia inteiro no cotidiano das mulhereshuni kuin (kaxinawá), da tradição ancestral à rotinadoméstica. Aplateia acompanha o cuidado dapersonagem Ikuâni com os filhos, casa e a mãe natureza, o trabalho no roçado, o feitio do artesanato e da comida, a participação nas festas, nos rituais sagrados, nacantoria e na dança.

A atriz Regina Maciel é autora e intérprete do texto, que foi construído após um período de profunda imersão na vida das indígenas.“Investiguei a linguagem corporal das mulheres huni kuin do Jordão durante os afazeres diários, dedicando a pesquisa ao registro de movimentos, da estética, do ritualístico e de seus significados. É uma obra sensível sobre as protagonistas da maior etnia do Acre”, conta.

Representatividade continental

Multiétnico, oFestival Antisuyuk recebe 21 companhias de teatro, de dança e de música da Argentina, da Bolívia, do Brasil, da Colômbia e do Equador – paísanfitrião. O evento ocorre de 17 a 24 de agosto com oficinas e espetáculos gratuitos para crianças, jovens e adultos.

Fora de cena, Regina Maciel também ministraum laboratório de dramaturgia do corpo na Unidade Educativa Presidente Tamayo.Para viabilizar o intercâmbio, a Cia Garatuja foi financiada pelo Fundo Municipal de Cultura (FMC) da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), por meio de seleção em edital público.

 

 

Agência