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Prefeitura reativa usina de asfalto da Emurb, intensifica manutenção viária e conclui pavimentação de acesso no Parque da Maternidade

13 de Junho de 2018 às 16:06:35

A Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) retomou nesta quarta-feira, 13, a produção de asfalto em sua usina no Distrito Industrial. O equipamento, adquirido há cerca de vinte anos, foi reparado e opera desde segunda-feira passada, 11 de junho, em caráter experimental com a expectativa de produzir entre 60 e 100 toneladas de asfalto por hora. A usina foi reativada no lastro do processo de saneamento econômico-financeiro e administrativo da Emurb.

Os primeiros testes foram animadores e o resultado da produção abasteceu frentes de manutenção viária na Estrada da Floresta e na implantação do acesso entre as travessas Riachuelo e Ponta Porã, no bairro José Augusto, à Via Parque, no Parque da Maternidade.

Os técnicos tem a usina de asfalto como o ´coração´ das obras de pavimentação -uma interessante unidade de fabricação onde as características são dosar os materiais de cimento asfáltico, secar e aquecer os agregados, filtrar os gases provenientes do sistema de secagem, misturar os materiais e transportá-los os mesmos para uma unidade de armazenamento ou diretamente a um caminhão que as leva às frentes de pavimentação e manutenção viária em todas as regionais de Rio Branco.

Para o presidente da EMURB, Marco Antônio Rodrigues, a reinauguração da usina derruba sobremaneira os custos improdutivos do processo de pavimentação e manutenção viária: “produzimos asfalto com o traço que a gente quer, na quantidade que queremos e na hora em que a gente quiser”, disse Marco Antônio.

O painel de controle da usina é operado por um funcionário experiente, Flávio Luiz, cujo trabalho iniciou 48 horas antes do teste principal com a definição dos percentuais de insumos:  5% concreto asfáltico de petróleo (CAP); 14,25% de brita número 1; 37,5% de brita zero; 36,10% e 7,6% de areia. A mistura é feita por etapas e obedecer às normas técnicas para que se alcance o padrão exigido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).  

O diretor Técnico da Emurb, Humberto Hadad, acompanhou o trabalho para assegurar a melhor produção. “Os chamados ´traços´, que são os percentuais de insumo para usinagem do asfalto, são definidos através de ensaios da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre. Para os trabalhos que executamos, a Funtac criou três traços”, informou Hadad. O CAP começou a ser derretido dois antes dos testes desta quarta-feira. 

Com auxílio de esteiras os materiais agregados são encaminhados para um tambor de secagem, que funciona como um forno. Nessa parte do processo são misturados os agregados e é retirada toda umidade através do aquecimento a 180 graus centígrados. O fato de não se ter umidade nos agregados garante uma boa qualidade no produto final do processo.  A fumaça mais alva que sai da chaminé da usina indica que o asfalto não tem impurezas. “Toda impureza   passa por uma cortina de água e vai para uma piscina de decantação. Os resíduos são depois levados para o aterro sanitário”, explicou Marco Antônio, presidente da Emurb.   Esses agregados são misturados com o CAP e o produto final, o asfalto, abastece as caçambas."Estamos todos satisfeitos com a retomada da produção de asfalto na própria Emurb. Isso traz ganhos importantes para o serviço de manutenção viária da cidade, uma demanda das comunidades", disse a prefeita Socorro Neri. 

Asfalto vai para frentes de manutenção viária e garante pavimentação de acesso no Parque da Maternidade

Da usina da Emurb o asfalto vai direto para as frentes de serviços nos bairros. Nesta quarta-feira, 13, várias equipes receberam o material na Estrada da Floresta, no bairro Rui Lino ou na Via Parque. Nesta última a Prefeitura de Rio Branco está implantando um acesso ao Parque da Maternidade que encurta a viagem em ao menos 1.000 metros ao mesmo tempo em que reduz conflitos de trânsito nos bairros José Augusto e Ipase, em uma região vital para a mobilidade no Centro da capital.

Apesar da pequena distância separando a Rua Riachuelo e Travessa Ponta Porã não havia acesso entre elas e os motoristas tinham de percorrer um trecho bem maior para fazer a manobra pela rua Manoel Cezário. O projeto foi planejado pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Rio Branco (RBTRANS). O acesso será todo sinalizado e contará com faixa de pedestre. “Usamos aqui o asfalto produzido na usina da Emurb”, lembrou Humberto Hadad, diretor Técnico da empresa. O acesso deve ser inaugurado nos próximos dias mas os motoristas já o utilizam dada a comodidade que possibilita ao trânsito de veículos.

Prefeitura reafirma: Emurb não usa barro em tapa-buracos mas piçarra rara, resistente e de alta qualidade

A Prefeitura de Rio Branco nunca usou barro para corrigir buracos, afirma o presidente da Emurb, Marco Antônio. O material que se usa é a piçarra bruta, que apenas apresenta   semelhança de cor entre com o barro mas é muita mais resistente. “A capacidade de suporte da piçarra bruta é muito maior que a do barro”, garante o presidente, alertando que esse solo é raro na região, tem custo maior e é usado sempre pensando na otimização e qualidade dos serviços.

Ele explica que para a ocorrência de rupturas da capa asfáltica e da base, quando esta for constituída de solo do tipo laterítico e de piçarra bruta a solução é promover a correção da base, através da remoção do material saturado substituindo-a por piçarra bruta, geralmente com espessura média de 25 centímetros. Após o processo de secagem a Emurb aplica a nova camada de asfalto, com espessura média de 5 centímetros.

Já em caso de rupturas de capa asfáltica, da base e sub-base, que muitas vezes causam buracos com até 40 centímetros a solução usada pela Emurb é a troca de toda a camada saturada com imediata aplicação de piçarra bruta. Após secagem da piçarra, aplica-se o novo asfalto.

 

Gabinete da Prefeita




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