Aprovados no concurso de Perito Criminal vão à ALEAC denunciar governo por morosidade na convocação

Por Wanglézio Braga 

Candidatos aprovados no curso da Polícia Civil (PC) para o cargo de Perito Criminal e que ainda não foram convocados pelo Governo do Estado ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC), na manhã de hoje (11), para pedir intervenção aos deputados. 

O grupo solicitou que os aprovados sejam chamados para fazer a capacitação e em seguida, convocados para atuar na Segurança Pública do Acre tendo em vista que o quantitativo de peritos criminais não atendem às necessidades na atualidade.

Segundo o representante da categoria, Hurley Lemos, o governo tem apresentado inúmeras justificativas para não chamar os aprovados. ''Primeiro, eles falaram que não tinha dinheiro, depois que não tinha estrutura, que o governo teria um custo muito grande com a capacitação. Nós corremos com isso e chegamos até a conseguir sala de aula e corpo docente. Até agora não tomam uma atitude para nos chamar. Quero saber o motivo de não chamarem'', disse ele.  

Segundo a categoria, para suprir a necessidade, o estado deveria ter em seus quadros mais de 80 profissionais, mas, apenas 47 estão atuando no estado. Eles também informaram  que existe um deficit desde 2010 onde todas as regionais possuíam profissionais mais que atualmente existe apenas em Rio Branco e Cruzeiro. 

''O concurso não obriga a chamar de imediato os peritos, só quando houver necessidade. No concurso de 2015, restam 66 peritos criminais apenas pouco mais de 20 estão trabalhando. Acreditamos que hoje existe essa deficiência, a necessidade (...) Não vai adiantar o governo alimentar a segurança pública e não contratar os peritos criminais'', finalizou Lemos.

Os deputados tanto da base quanto da oposição ouviram as considerações dos peritos. Eles vão tentar sensibilizar o governo a convocar os profissionais aprovados e qualificados o quanto antes. 

''O governo está numa situação difícil. Precisamos fortalecer a atuação do governo e ainda temos a situação da Previdência Social. Mas, acredito que o ocorra um diálogo maior entre vocês e o governo. Acredito que o governo seja sensível a essa situação'', disse o líder do governo, José Luiz Tchê, do PDT.