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Servidores da Eletrobras iniciam paralisação por 72 horas no Acre

11 de Junho de 2018 às 15:46:33

Trabalhadores da Eletrobras Distribuição Acre iniciaram, nesta segunda-feira (11), uma paralisação programada para continuar pelas próximas 72 horas. Os servidores cruzaram os braços em protesto contra a possibilidade de privatização das empresas.

A paralisação no Acre acontece alinhada ao movimento nacional dos servidores do setor energético. O G1 entrou em contato com a Eletrobras e foi informado que o órgão deve se pronunciar posteriormente.

No Acre, a paralisação ocorre em frente à sede da Eletrobras no Centro da capital acreana. De acordo com Mauro Bezerra, diretor do Sindicato dos Urbanitários, os serviços essenciais das empresas serão mantidos e cerca de 30% dos funcionários vão continuar trabalhando durante a paralisação.

“Nossa luta é contra a privatização da Eletrobras. O governo está cada vez mais facilitando essa questão de abrir mão de grandes empresas. Essa paralisação foi uma decisão do coletivo nacional dos eletricitários, todo o sistema Eletrobras está parando hoje, amanhã e depois, por 72 horas. Então, estamos seguindo as demais empresas na nossa luta contra a privatização”, informou Bezerra.

Além da reivindicação da não privatização da Eletrobras, os servidores pedem a saída do presidente da empresa, porque ele estaria agindo contra o interesse da companhia e da sociedade. “Estamos pedindo Fora Wilson Pinto, presidente da Eletrobras por diversos motivos”, complementou o sindicalista.

Privatização suspensa

Uma decisão da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro (RJ) determinou asuspensão do processo de venda de cinco distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras, entre elas da Companhia Energética do Piauí (Cepisa).

A informação foi divulgada pela companhia na última terça-feira (5). Advocacia-Geral da União (AGU) e a estatal Eletrobras recorreram ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região para derrubar a decisão.

As distribuidoras devem apresentar no prazo de 90 dias um estudo sobre os impactos da privatização nos contratos de trabalho.

A decisão é da juíza Raquel de Oliveira Maciel. A ação envolve a Amazonas Distribuidora de Energia S.A. (Amazonas Energia), as Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) e a Companhia Energética do Piauí (Cepisa).

 

G1




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