Acre e RJ seguem com a gasolina mais cara do país: Valores podem aumentar por conta da seca do Madeira

Por Wanglézio Braga

Os estados do Acre e Rio de Janeiro continuam com o preço da gasolina mais cara do país. Um levantamento elaborado pela plataforma ValeCard divulgou udados do preço do combustível, com base no registro de transações realizadas com o cartão de abastecimento da companhia no mês de agosto. Cerca de 20 mil estabelecimentos, em todo o território, foram pesquisados. Santa Catarina e São Paulo registraram o combustível mais barato.

O preço médio da gasolina comum no país em agosto foi de R$ 4,513. Acre e Rio de Janeiro são os estados com o combustível mais caro – R$ 5,028 e R$ 4,895, respectivamente. O Acre é o único Estado onde o preço médio da gasolina comum passa de R$ 5. Com valores médios de R$ 4,009 e R$ 4,157, respectivamente, Santa Catarina e São Paulo mantêm-se no topo do ranking.

Entre as capitais, Florianópolis (R$ 3,899) e Curitiba (R$ 4,023) são as que apresentam preços menores. Floripa, aliás, detém o único valor abaixo da casa dos R$ 4 em todo o levantamento, incluindo capitais, estados e regiões. Já Rio de Janeiro (R$ 4,902), Belém (R$ 4,855) e Rio Branco (R$ 4,754) têm os valores mais altos.

PODE ENCARECER AINDA MAIS

Com a seca do Rio Madeira no Distrito do Abunã, Porto Velho (RO), alguns postos de gasolina estão sentindo adversidades para receber o combustível das distribuidoras. As balsas que abastecem o Acre e Rondônia encontram dificuldades para fazer o transporte.

Segundo Eduardo Valente, do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Rondônia (Sindipetro) já existe até um racionamento em Porto Velho. Algumas companhias solicitaram na tarde de ontem (9) uma liminar para conseguirem comprar combustível de alguns postos que possuem contrato exclusivo. De acordo com Eduardo, a medida foi realizada para não faltar combustível para posto nenhum independente da bandeira.

Mais é no verão e no inverno amazônico, por conta da falta de acesso, que os donos de postos aproveitam para encarecer o valor do litro do combustível, como reajuste à prêmio, o motorista deve pagar ainda mais caro pelo produto.