Bocalom afirma que plano produzir para empregar será executado no governo Cameli

Antonio Muniz

Programa Tribuna Livre, da TV Rio Branco-SBT, recebeu nesta sexta-feira, o novo presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Acre (Emater-AC), ex-prefeito de Acrelândia e suplente de deputado federal Tião Bocalom e o diretor executivo da Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre (Cageacre), Roosevelt Mattos.

Segundo Bocalom, o governo progressista não quer reinventar a roda, apenas fazer o que estados produtivos como  Paraná, São Paulo,  Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia fizeram. “Nós queremos deixar de comorar arroz, feijão, milho e soja de outros estados",afirmou.  

Ele também acredita na força das culturas permanentes como café, cupuaçu e açaí, este último produto bastante cobiçado pelo mercado internacional. Segundo Bocalom, a nova Emater-Acre está inserida no plano dedesenvolvimento do Acre e tem apoio do governo para voltar a cumprir sua missão.   

Ainda segundo Bocalom, os governos anteriores fizeram questão de fragilizar empresas como Emater e Cageacre e criaram secretarias para desenvolverem as messas atividades. Mas esqueceram que secretaria tem alguns entraves e nem sempre podem executar os mesmos projetos.

Na visão do diretor executivo da Cageacre, Roosevelt Mattos afirmou que os últimos governos não fizerem os investimentos que o setor produtivo precisa para garantir as devidas ações produtores ruais. Ele lembrou os tempos que a Cageacre comercializava milhares de sacolões compostos, em sua maioria,  com alimentos produzidos no Acre.

Bocalom, afirmou que, ao final do governo Gladson Cameli, o Acre estará a produzir pelo menos para garantir o abastecimento do mercado interno. "Claro que nosso sono é produzir igual ou mais que Rondônia, mas esse desafio é bem maior", disse.

A missão do setor produtivo é melhorar a voda das pessoas, através do apoio efetivo da assistência técnica e extensão rual. “Nossa visão é ser referencia no apoio ao produtor rural, para que que ao longo do tempo, tenha ganhos de produtividade  e melhoria na qualidade de vida da população", destacou.

Bocalom acredita que no final dos quatro anos de mandato, o governo Gladson Cameli contemplará ,no mínimo, 90 das mais de 50 mil famílias cadastradas na zona rual do Acre. Tanto Bocalom, quanto Roosevelt entendem que o apoio à comunidade rural também beneficiará quem mora na zona urbana como mais produtos de qualidade a preços mais acessíveis.

Financiamento

O governo estadual conseguiu aprovar junto ao governo federal por meio daSuperintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), projeto de R$ 7 milhões que serão investidos na compra de carros, motos e contratação, temporária, de técnicos para melhorar a assistência aos produtores rurais.

Bocalom e Roosevelt garantiram que o governo já liberou R$ 4 milhões da fonte 100 para compra de sementes, adubos e calcário. Recurso da Fonte 100 são os que podem ser empregados livremente pelo Executivo, pois não têm vinculação específica. 

Eles deixaram bem claro que o governo não irá distribuir recursos financeiro gratuitamente aos produtores, mas sim financiar os produtores que irão pagar com a produção, que será comercializada pela Cageacre, às famílias de baixa renda, cadastradas nos programas sociais.   

A função de cada órgão do sistema de produção do governo progressista

O sistema de produção do Acre é composto, no novo governo, por oito órgãos – quatro secretarias, duas empresas e dois institutos. As secretarias são: Sepa, Seict, Sema e Seinfra. Os instituto são: Idaf e Imac e as empresas são a Cageacre e a Emater-Acre.

Segundo Bocalom, dentro do programa que ele elaborou ainda na eleição de 2010, quando ele perdeu por menos de 0,5% a disputa pelo governo do Acre, sofreu algumas  adequações dentro do projeto político-administrativo do governador Gladson Cameli.

Bocalom disse ainda que a garantia de que terá espaço para execução do referido projeto foi fundamental para unir ele e o governador Gladson Cameli a quem ele, de antemão, agradece a oportunidade.

Nesse sentido, a Secretaria de Agronegócio tem como missão as ações de planejamento e captação de recursos e supervisionar as políticas públicas para o setor.

A Emater entra com a assistência técnica aos produtores rurais nas produções agrícolas , pecuárias e florestais,bem como a execução de programas de mecanização agrícola, aquicultura e açudagem e programas ambientais.

A Cageacre fica responsável pelo transporte, secagem, beneficiamento, classificação dos produtos, armazenagem e comercialização.

O Idaf faz a manutenção do sistema unificado de atenção à saúde e sanidade agropecuária, além de desenvolver projetos voltados à defesa e inspeção, tanto animal, quanto vegetal.

A Secretaria de Ciências e Tecnologia oferece apoio à implantação de programas voltados à agroindústria, inovação e tecnologia.

O Imac é o órgão responsável pelo processo de licenciamento ambiental, monitoramento e controle. No novo governo, o Imac passou a atuar de forma bem diferente, pois a determinação e Gladson Cameli e por fim à burocracia que sempre atrapalhou o serviço público e prejudicou o cidadão.

A Secretaria de Meio Ambiente é responsável pelas ações de planejamento e execução de políticas públicas voltadas ao meio ambiente e captação de recursos financeiros.

Completando o sistema de produção, a Seinfra, uma das secretarias mais fortes do governo progressista, tem a missão de executar projetos de infraestrutura de ramais e energia para oferecer ao produtor rurais as devidas condições de trabalho.

“Cada secretaria, instituto e empresa estatal tem sua missão definida e todas trabalham em prol de um Acre melhor mais produtivo e mais competitivo. Temos nos reunidos e garanto à vocês que estamos unidos e focados na mesma direção que ée produzir para empregar”, afirma Bocalom.

Plano Safra - 2019-2010 vai beneficiarde 12 mil famílias na capital e interior

Tião Bocalom lembrou que depois de duas décadas separados, o pequeno, o médio e o grande produtor rural estão trabalhando juntos para garantir a segurança alimentar do Brasil e do mundo.

No Plano Safra 2019-2020, o primeiro após a reunificação dos ministérios, o governo reservou R$ 225,59 bilhões para o plano agrícola e pecuário e mais do que dobrou o seguro rural, que alcança a cifra inédita de R$ 1 bilhão.

Desta vez, o governo liberou mais verbas para subvenção do crédito dos pequenos produtores. E os médios produtores serão beneficiados com aumento de 32% nas verbas de custeio e investimento, a taxas compatíveis com o seu negócio.

Também pela primeira vez, os pequenos agricultores vão poder usar recursos do Plano Safra para construir ou reformar suas casas. Outra boa novidade é que o agronegócio passa a ter mais opções de financiamentos em bancos.

No Acre, segundo Bocalom, serão contempladas ainda este ano, mais de 12 mil famílias com todo apoio necessário. “O governo estadual vai ampliar o quadro de técnicos este ano e faremos muito mais em 2020. O ideal seria um técnico da Emater para para cada grupo de 100 famílias”, afirmou.