Corte do TRE decide pela cassação do diploma de Manuel Marcos e Dra. Juliana

Por Wanglézio Braga

A corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu na tarde de hoje (10) o destino dos diplomas do deputado federal, Manuel Marcus (PRB) e da deputada estadual Doutora Juliana (PRB). Após horas de análises, os magistrados decidiram por 6 votos a O pela cassação do diploma e dos direitos políticos dos dois atendendo uma ação movida pelo PLS do Acre.  No entanto, os deputados não serão afastados e o caso vai ser levado para o Superior Tribunal Eleitoral (STE) em Brasília (DF).

Durante a sessão de julgamento, o MPE pediu que os deputados fossem afastados do caso, mais no entendimento da relatoria Maria Olívia Ribeiro, eles vão recorrer exercendo o mandato. Ela também votou pela anulação de todos os votos (legenda e nominal) obtidos pelos deputados nas eleições de 2018.

Ambos são acusados de desviar recursos do fundo partidário, além de contratar mais de 20 mil pessoas para trabalhar nas eleições de outubro de 2018. Também pesam contra os dois, acusação de esquemas de laranjas. Antes das diplomações Manuel e Juliana foram presos na “Operação Santinho” da Polícia Federal (PF).  

O ex-deputado Raimundinho da Saúde e o ex-prefeito de Acrelândia, Tião Bocalom (PSL) assistiram das galerias a sessão de julgamento que iniciou às 8hs. O motivo? Ele foi um dos responsáveis por representar na justiça o pedir de anulação da diplomação de Manuel Marcos. Bocalom foi candidato a deputado federal, um dos mais votados nas eleições daquele ano, com o cancelamento da diplomação de Manuel, ele tem chances de assumir uma cadeira na Câmara Federal.

“Espero que seja julgado procedente. Acho que o nosso advogado e o MP apresentaram as provas necessárias, reais, os votos comprados são nada mais do que votos podres. Não se pode dar mandatos por meio de votos podres. Não acontecendo a nulidade dos votos, isso mostra que o crime compensou, do contrário o crime não compensou. Eu acredito muito na consciência dos juízes. As provas são cabais“, disse Bocalom em entrevista à imprensa.

Juliana Rodrigues e Manuel Marcos não compareceram ao TRE, apenas enviaram suas defesas. Outros citados no processo, como o filho de Juliana, também não compareceu.