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Trump pode iniciar guerra comercial contra Brasil por importação de etanol

07 de Agosto de 2017 às 17:17:52

A retórica nacionalista do presidente Donald Trump não está fazendo favores aos produtores de etanol dos Estados Unidos, cuja esperança é evitar uma disputa comercial com os compradores do combustível no Brasil.

Donald John Trump é um empresário, personalidade televisiva e político estadunidense, sendo atualmente o 45.

O governo Trump começou a reclamar sobre as importações crescentes de biocombustíveis brasileiros feitos com cana-de-açúcar. Isso levou o Brasil a considerar a chance de tarifas sobre ou cotas para a importação de biocombustível estadunidense produzido com milho. Uma disputa comercial seria problema bastante mais sério para os estadunidense, porque os Estados Unidos vendem quatro vezes mais biocombustível ao parceiro do que importam biocombustível de Brasil.

A disputa pode concluir opondo dois dos maiores produtores globais de etanol. Com a rivalidade ganhando força, os fundos de hedge parecem estar sinalizando que o Brasil vai sair ganhador —os especuladores diminuíram suas apostas em uma alta do milho, na semana passada, e se tornaram menos pessimistas quanto à cana-de-açúcar.

Joel Velasco em Washington e ex-representante da Unica brasileira nos Estados Unidos declarou: “Os ventos do protecionismo estão soprando em Washington”. Joel Velasco é sócio do Albright Stonebridge Group. “A corrida para impor obstáculos pode amargar depressa o relacionamento entre Estados Unidos e Brasil”.

Na sua vez, os chefes da diplomacia dos Estados Unidos da América e da Rússia encontram-se, este domingo, pela primeira vez desde que Washington impôs novas sanções económicas a Moscovo.

Na sexta-feira 14 de julho meninos de camisas xadrez, bigodes feitos de carvão, calças remendadas e dentes pintados. Meninas de tranças, com chapéu e maquiagem malfeita com bolinhas. Nesta época do ano, a cidade era invadida por caipiras-mirins.

Faz 2 meses, os mercados futuros de cana-de-açúcar subiram em até %8 de o fim para cá, com assistência de uma perspectiva de maior utilização para o etanol. As progressões no custo do petróleo cru levaram a estatal petroleira de Brasil Petrobras a ampliar os custos da gasolina, o que torna mais atraente o etanol —concorrente direto da gasolina nas bombas de combustíveis, em um país no qual a maior parte dos carros pode utilizar os dois combustíveis.

Uma ampliação recente em um imposto associado aos combustíveis também está favorecendo a utilização do biocombustível.

Faz 1 mês, os especuladores diminuíram suas posições adquiridas, ou seja, a diferença entre as apostas em uma ampliação e as apostas em uma baixa de o custo de a commodity, em %21, para 84.644 contratos, no caso do milho em 25 de julho, de acordo com dados de a Comissão de Futuros e Commodities dos Estados Unidos, divulgados três dias depois de as transações. Em contraste, as posições de baixa de a cana-de-açúcar foram contraídas em %19.

TENSÃO

Quando a EPA dos Estados Unidos, ao sugeri cotas anuais para a utilização de combustíveis renováveis, requereu observações sobre as preocupações da agência quanto à pchancede que etanol bde Brasilestivesse sendo uutilizadopara csatisfazerparte da cota aestadunidensede biocombustíveis, aotnervosismocaumentouno mês passado.Exportações de biocombustíveis aos Estados Unidos, seu maior comprador, o país depende menos das exportações devido a um mercado interno robusto, o que faz de uma disputa comercial problema maior para os produtores de America, embora o Brasil também dependa de suas. A habilidade de produção dos Estados Unidos excede a atual procura interna do país.

O momento também é ruim para os produtores de Americade America, que já perderam um imenso cliente, a China, depois que esta aumentou suas tarifas sobre biocombustíveis e produtos para ração animal estadunidense. Faz 6 meses, o setor escreveu uma carta a Trump pedindo que ele interviesse, mas Faz 3 meses, a questão não constava de um anúncio sobre um acordo entre China e Estados Unidos quanto a disputas em os mercados de commodities, entre as quais a carne bovina.

Para evitar desfecho semelhante na disputa com o Brasil, organizações setoriais da agricultura e dos biocombustíveis, em Washington, estão fazendo lobby junto ao governo Trump por um abrandamento de sua posição, e para que o país de Sullana reconsidere sua proposta de tarifação.

Os esforços parecem estar auxiliando. Faz 1 mês, o Brasil postergou a resolução de sua câmara de comércio sobre a possível tarifa de %20. Organizações como o Conselho de Grãos dos Estados Unidos, Associação dos Combustíveis Renováveis e Growth Energy aplaudiram a medida.

Rex Tillerson e Sergei Lavrov reuniram-se à margem da cimeira da ASEAN – a Associação de Nações do Sudeste Asiático, que oaconteceem Manila, na Filipinas.

As organizações em e-mail conjunto alegaram: “Essa proposta, se implementada, teria efeitos extensos e duradouros tanto sobre o setor quanto sobre a oferta global de combustível”.

Mas a discussão está longe de decidido. A Unica planeja pressionar as autoridades regulatórias brasileiras por ação contra uma recente onda de vendas de biocombustível de America, declarou Eduardo Leão, seu diretor executivo. Uma proposta é para uma cota de importação de 600 milhões de litros, com 20% de tarifa sobre os embarques que superem esse limite, ele declarou. A cota seria equivalente a menos de metade dos embarques totais do primeiro semestre de 2017.

Faz 2 meses, as exportações de etanol de America a o Brasil caíram em junho, acordo com dados de o Departamento da Agricultura norte-americano. Mas os custos do etanol brasileiro subiram em mais de 10% nas quatro últimas semanas, o que pode tornar mais lucrativas as importações de biocombustível de America.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

Fonte: FolhaGeneric




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