O Rio Branco

Hoje é 21 de Novembro de 2018

Geral

Governo entrega novo espaço do Ensino Especial do Acre

05 de Julho de 2018 às 09:04:26

Buscando melhorar ainda mais a qualidade do Ensino Especial no Acre, o governador Tião Viana entregou nesta quarta-feira, 4, dois novos espaços do Núcleo Estadual de Tecnologia Assistiva (Neta). Agora, o órgão, que antes era composto apenas pelo Dom Bosco, que atende alunos com deficiência, concentra em um único espaço também o Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual no Acre (CAPDV) e o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação (NAAH/S), responsável pela identificação e acompanhamento de alunos da rede pública com algum talento acima da média.

Durante a solenidade de inauguração, Tião Viana destacou que o órgão é uma iniciativa inovadora e pioneira na área do ensino especial não só da Amazônia, mas de todo o país. “Hoje temos mais de nove mil e duzentas crianças cuidadas pelo ensino especial. Isso significa para nós um investimento de mais de R$ 7 milhões por ano. Não tem nenhuma experiência no Brasil afora que faça o esforço que estamos fazendo. Hoje é um ambiente mais lindo, mais digno e mais humano”, destacou.

O empreendimento faz parte de uma série de investimentos feitos em todas as áreas da educação pública acreana pela gestão estatal.

Unificação de serviços

A coordenadora da Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), Úrsula Maia, disse que o novo espaço vai unificar os serviços ofertados à população acreana.

“A grande característica do Neta é a centralização dos serviços existentes nos Centros de Apoios, favorecendo, assim, a interlocução entre as ações e o acesso aos serviços, promovendo mais agilidade e maior qualidade no atendimento prestado à sociedade”, ressalta.

Para construir essa terceira etapa do estabelecimento, foram investidos R$ 3.255.561,83. Desse montante, R$ 1.857.042,74 é fruto de emenda do deputado federal Sibá Machado. Na ocasião, o parlamentar disse que o empenho é uma forma de alavancar os atendimentos do ensino especial amazônico.

“Desde 2012, a equipe sonhava com um espaço integrado. Então conseguimos, com muito esforço, ampliá-lo. Hoje estamos celebrando essa conquista que é de toda a população acreana, porque vai melhorar o atendimento não só dos alunos, mas de toda a sociedade que precisa desses espaços”, salientou.

Os estabelecimentos atendem desde estudantes da rede pública à população em geral. O secretário de Obras do Estado, Átila Pinheiro, responsável pela execução do novo projeto, ressaltou: “O Neta é um espaço inovador e foi planejado e construído respeitando as normas e os padrões técnicos de acessibilidades exigidos para cada tipo de necessidade”.

Mais inclusão

Na prática, o Neta vai contribuir com o processo de inclusão iniciado em 2008 na região. Que o diga Rosângela Silva, mãe de Arthur Gabriel, que tem síndrome de Down. Hoje, o pequeno, com cinco anos de idade, e desde os primeiros dias de vida é atendido pelo Dom Bosco – um dos centros do órgão.

“Comecei a vir para cá bem cedo mesmo. Com 15 dias de vida ele já estava sendo atendido aqui na estimulação e nas terapias. Sempre achei muito importante, porque, além do atendimento dele, até a gente mesmo é ajudado, porque quando a criança nasce com necessidade dá um pânico, e aqui eles nos ajudam e ensinam como devemos cuidar. É um amparo”, conta.

Atualmente, dos 5.903 alunos da rede pública, 3.788 foram matriculados no Atendimento Educacional Especializado (AEE), em um amplo e pioneiro programa de educação inclusiva. Em 1999, apenas 34 pessoas deficiência estudavam no ensino regular. Atualmente, o panorama é diferente. Segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisa Anísio Teixeira (Inep).

De acordo com o Inep, o Acre desponta na frente dos estados brasileiros quando o assunto é inclusão de estudantes que necessitam de AEE. Enquanto a média atendida em nível nacional é de 44,1%, o Acre alcançou 64% desse público, que está na faixa etária de 4 a 17 anos. Na prática, o índice mostra que esta região amazônica vive um dos maiores processos de inclusão educacional do país.

 

 

Agência




Compartilhar