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Palmeiras x Cruzeiro: Árbitro não podia usar VAR em lance polêmico nos acréscimos; entenda por quê

13 de Setembro de 2018 às 10:31:04

Após o apito final da derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, na última quarta-feira, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, muitos torcedores do Palmeiras reclamaram sobre o não uso do VAR para elucidar a polêmica do último lance da partida.

Aos 52 minutos do segundo tempo, Antônio Carlos fez, na teoria, o gol de empate do Verdão. No entanto, o árbitro Wagner Reway não validou o tento, já que viu uma falta de Edu Dracena no goleiro celeste Fábio segundos antes da finalização do zagueiro.

E foi justamente por causa dessa falta que a utilização do árbitro de vídeo não seria permitida.

Segundo determinação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o VAR só deve ser utilizado para revisar lances de gol. No entanto, como foi marcada falta de Dracena em Fábio, o gol, na rigidez da regra, não chegou a acontecer, pois o jogo estava parado.

Logo, não era permitido a Reway pedir auxílio do recurso, pois um gol não pode ser revisado se jamais existiu. E, segundo as leis do jogo, o tento nunca ocorreu, pois a partida já havia sido parada devido à infração sobre Fábio.

Como era de se esperar, houve muita reclamação pelos lados do Palmeiras.

No entendimento do diretor de futebol Alexandre Mattos, por exemplo, o juiz da partida não seguiu a recomendação da CBF, que manda deixar o lance seguir e o gol ser marcado, acionando o VAR na sequência para tirar possíveis dúvidas.

“O que estragou foi o despreparo deles próprios. O Sergio Corrêa [presidente da Comissão de Arbitragem da CBF], que é o responsável pelo VAR, esteve no meu vestiário antes do jogo e disse para mim para o Felipão o seguinte: ‘Avisa os seus jogadores que lance capital é para seguir até o fim e depois nós vamos ver no VAR o que aconteceu’”, contou Mattos.

“Eu perguntei para ele: ‘Se um bandeira levanta e todo mundo para, que é normal’. Ele disse: ‘Não parem porque depois o VAR vai fizer se foi impedido ou não’. O que aconteceu foi absolutamente o contrário. Ele parou o lance antes, de maneira precipitada, contra recomendação deles próprios, que é o que faz a gente vir aqui falar especificamente falar de um lance que foi determinantes sem dúvida alguma”, completou, antes de bater ainda mais forte na arbitragem e dar a entender que o país ainda não está pronto para implementar o VAR", acrescentou.

“O erro aconteceu porque o árbitro de maneira precipitada, contra recomendação deles próprios, parou o lance. Isso mostra despreparo. Não estamos preparados ainda para isso. Gera mais polêmica, mais irritação e coloca dúvida em tudo que tá acontecendo”, completou.

Antônio Carlos também adotou tom triste ao falar do tema.

“Ficamos chateado. Hoje, era para a gente estar como líder do Campeonato (Brasileiro), se não tivesse aquele erro comigo contra a Chapecoense [gol legal anulado por impedimento]. Hoje, aconteceu de novo, tendo orientação antes do jogo (de deixar os lances capitais seguirem), vem um erro desses. Realmente, fomos prejudicados”, reclamou.

O goleiro Fábio, do Cruzeiro, porém, garantiu que sofreu mesmo falta de Edu Dracena e disse que, em sua visão, não houve qualquer polêmica no lance mais debatido da noite.

"No último lance, ele (juiz) apitou falta. Não tem que ter polêmica. O árbitro está ali para apitar. Ele apitou falta e viu a falta", afirmou.

"Não adianta querer falar que ele errou (ao anular o gol) sendo que ele já tinha apitado a falta", concluiu.

Com o resultado no Allianz Parque, o Cruzeiro agora depende apenas de um empate no duelo de volta, em Belo Horizonte, para ir para a decisão do torneio pela segunda temporada seguida. O Verdão precisa ganhar por dois gols de diferença para avançar direto. Se vencer por um tento de vantagem, a decisão será nos pênaltis.

O partida será em 26 de setembro, no Mineirão.

 

ESPN




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