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Esportes

São Paulo terá que se reinventar no segundo turno para não ser rebaixado

09 de Agosto de 2017 às 14:09:11

Na luta contra o rebaixamento, a situação do São Paulo, para não dizer que é grave, digamos que não é tão simples quanto aparenta Na tabela, fechou o primeiro turno na zona de rebaixamento, 17ª posição, com apenas 19 pontos conquistados, com 5 vitórias, 4 empates e 10 derrotas. Contabilizou 22 gols pró, 26 contra e um saldo negativo de 4 tentos. Para quem seria ultra-ofensivo, futebol moderno, total, fato é que terminou com saldo negativo.

Os 19 pontos somados nas primeiras 19 partidas do primeiro turno revelam uma média ridícula de apenas 1 ponto por rodada. Em percentual, 33,3% de aproveitamento, se é que podemos denominar o índice com a palavra aproveitamento.

Ainda sobre números, a única vitória fora dos seus domínios, classificam o São Paulo como o pior visitante do campeonato, atrás do combalido Atlético Goianiense.

Pior que a classificação na tabela e as estatísticas é o futebol apresentado. O São Paulo, exceto à improvável vitória, que aconteceu na virada contra o Botafogo, neste tentativa de retomada com chegada de vários jogadores e o técnico Dorival, acumulou três resultados vexatórios: empate em 2 contra o Atlético Goianiense, com mais de 40 mil torcedores no Morumbi; derrota também em casa para o desfalcado Coritiba, diante de 53.500 nas arquibancadas; e, para fechar o turno, derrota para o Bahia, outro adversário direto na luta contra a degola.

Considerado as médias antirrebaixamento, desde o início do Brasileirão por pontos corridos, em 2003, o número a ser atingido é 46. O São Paulo possui 19, assim sendo, precisa somar mais 27 para chegar ao tão sonhado 46. Em números gerais, 27 pontos equivalem a 9 vitórias em 19 partidas.

De longe, parece fácil. Porém, contextualizando: o São Paulo só venceu 5 partidas no primeiro turno, então, não é difícil concluir que precisará fazer praticamente o dobro do que não fez até agora.

As próximas cinco partidas serão decisivas para determinar se o São Paulo conseguirá reverter a situação.

20ª | São Paulo x Cruzeiro, 13 de agosto, domingo, às 11 horas, no Morumbi

21ª | Avaí x São Paulo, 20 de agosto, domingo, às 16 horas, na Ressacada

22ª | Palmeiras x São Paulo, 27 de agosto, domingo, às 16 horas, no Allianz

23ª | São Pauo x Ponte Preta, 9 de setembro, sábado, às 19 horas, no Morumbi

24ª | Vitória x São Paulo, 17/9, domingo, às 16 horas, no Barradão.  

Digo os cinco próximos jogos, pois, dentre eles, estarão três adversários diretos na luta contra a degola: Avaí (na Ressacada), Ponte Preta (Morumbi) e Vitória (Barradão). As outras duas serão contra Cruzeiro (Morumbi) e Palmeiras (Allianz), duas pedreiras improváveis, considerando o futebol apresentado.

Ao mesmo tempo em que os times acima estão embolado em número de pontos e com algumas vitórias o São Paulo já poderia subir ao meio da tabela, se não fizer o que não conseguir fazer no primeiro turno seguirá patinando no Z-4.

Vale lembrar que o Tricolor caiu no Paulista, na Sul-Americana de forma vexatória para o pequeno Defensa y Justicia e na Copa do Brasil. Só restou o Brasileirão.

Com as maiores médias de público, há uma prova numérica de que a torcida apoia em peso, isso desde os tempos do Paulistão. Jogadores chegaram, o técnico foi trocado e, estando somente no Brasileiro, ao contrário das outras equipes, há longas semanas cheias para treinar. Há quem diga que o problema é psicológico, emocional. Há, também, quem diga, que o time, apesar de bons nomes, não está jogando nada.

Fato é que estamos no meio do campeonato e, para o São Paulo, é aquele momento do copo meio cheio, ou meio vazio.

 

Lance




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