Filipe Luís aponta diferença entre jogo na Europa e Brasil: 'É mais lento'

Após 14 temporadas na Europa, com passagens por clubes da Inglaterra e Espanha, Filipe Luís voltou a disputar uma partida no futebol brasileiro no último domingo, ao estrear pelo Flamengo contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Em entrevista ao diário AS, publicada nesta quinta-feira, o lateral, que fez história no Atlético de Madrid, da Espanha, apontou a principal diferença do jogo praticado no Velho Continente e no Brasil: os gramados.

- O gramado. Desacelera muito. Não é molhado. Depois, os jogadores caem mais, o árbitro apita mais, a partida é mais lenta, mas é a forma de jogar o futebol brasileiro: se protege muito quem dribla. Se encosta um pouquinho, já é falta - afirmou Filipe Luís, anunciado como reforço do Flamengo em julho.

Bicampeão da Liga Europa e campeão da La Liga sob o comando de Diego Simeone, Filipe Luís fez parte de uma geração marcante no Atlético de Madrid. Até pela boa relação com o clube, o lateral-esquerdo "demorou" para definir seu futuro, indo à Espanha após o título da Copa América ter uma conversa com a direção do Atleti. Contudo, revelou que não houve proposta por sua permanência, dando mais detalhes sobre a negociação com o Rubro-Negro.

Falei com Miguel Ángel (diretor executivo do Atlético de Madrid) antes da Copa América. "Não temos nada certo, tem uma conversa pendente. Não assine com ninguém antes de nos avisar", ele me disse. Quando nos falamos novamente, nos disseram que as laterais estavam cobertas, não precisariam de alguém. Então tomei a decisão que poderia sair tranquilo - disse, antes de completar:

- Foi uma decisão muito, muito complicada. Pensei muito. Das opções que eu tinha, o Flamengo era a que mais me chamava a atenção. Eu jogo por um desafio, para escrever meu nome na história do clube, não para ser apenas mais um. Voltar ao Brasil era um sonho de infância - finalizou Flipe Luís ao "As".

Nesta janela de transferências, o Atlético de Madrid esteve em foco com a saída de Antoine Griezmann para o Barcelona. Muito próximo do atacante francês, o lateral Filipe Luís comentou a transferência, afirmando não ter ficado surpreso.

- Quando ele decidiu ficar (em 2018), não o vi tão feliz durante a temporada. Acredito que um jogador precisa estar feliz aonde estiver. Ele tomou a decisão de sair. É um fenômeno. Conversamos muito e acredito que deve buscar a felicidade. Mas era impossível que saísse bem de lá. Pelo seu nome, tudo que ele deu, as pessoas sempre se sentirão ofendidas. Também acho que tenha sido um grande negócio para o Atlético.

RENAN LODI, O SUBSTITUTO NO ATLÉTICO DE MADRID

Com a saída confirmada de Filipe Luís, a diretoria do Atlético de Madrid foi ao mercado atrás de reforços e contratou dois homens para a posição: Mário Hermoso, vindo do Espanyol, e Renan Lodi, destaque do Athletico. Sobre o brasileiro, Filipe Luís fez elogios e disse ter trocado mensagens com o jovem.

- Neste momento que tive, de ficar ou sair, renovar ou não, vi os laterais que o Atlético estava acompanhando. Todos. E fecharam com o perfeito. Mesmo que defensivamente não esteja totalmente maduro, ofensivamente tem quase tudo - afirmou Filipe Luís, antes de revelar os conselhos dados a Renan, de 21 anos:

- Nós falamos por mensagem. Ele me disse que estava desejando que ficasse, mas que me desejava tudo de melhor. Disse a ele para ser paciente, que não seria tão fácil quanto as pessoas pensam, mas que é um grande jogador e que será bem sucedido. E se você tiver alguma dúvida, pergunte-me. Está em boas mãos.

 

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