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Sai que é tua, César! Goleiro supera cãibras e falta de ritmo para ser herói do Fla

01 de Dezembro de 2017 às 09:38:04

Se tem alguém que não vai esquecer nunca deste 30 de novembro de 2017 é César Bernardo Dutra. Ou só César. Hoje, pode ser o que você quiser. Depois de quase dois anos sem disputar uma partida oficial, o goleiro foi titular do Flamengo na partida mais importante do semestre para o clube: contra o Junior Barranquilla, fora de casa, pela semifinal da Sul-Americana.

 

A boa história de César no gol do Flamengo começou bem antes de a bola rolar no lotado Estádio Metropolitano. Ele não entrava em campo desde o amistoso contra o Corinthians, pela Ferroviária, em dezembro de 2015. Neste período, só treinou e até foi tirado da lista de inscritos do Rubro-Negro na mesma Sul-Americana, para a inscrição de Diego Alves.

Diego Alves, porém, se lesionou no jogo de ida da semifinal da competição, no Maracanã. E quem foi o substituto escolhido pelo Flamengo? Ele mesmo: César Bernardo Dutra. A história, já muito boa quando o técnico Reinaldo Rueda optou pelo goleiro para jogar no lugar de Muralha, que falhou nos dois gols contra o Santos, no domingo, ficou ainda melhor.

Sim, ficou melhor.

César foi testado ainda no quinto minuto de jogo. O ligeirinho Chará cobrou falta muito perto da área tocando para Mier, que bateu forte no gol. O goleiro, ainda sem ritmo de jogo, fez ótima defesa para impedir o gol. No rebote, o árbitro marcou posição irregular do atacante do Junior Barranquilla.

Os donos da casa, precisando vencer por dois gols para ir à final, chutavam de tudo quanto é lugar, mas pouco acertavam. No primeiro tempo, César não foi mais exigido, mas no segundo... Rapaz!

Cãibra e quase substituição

No segundo, César virou herói – e não faltou drama. Aos 13 minutos, o goleiro começou a sentir cãibras. O ritmo de jogo, que não tinha, começou a pesar. A partir dali, sequer cobrou tiro de meta mais. Mas pediu para ficar em campo.

Menos de 10 minutos depois, César foi exigido. Ovelar fez boa tabela com Chará e bateu para o gol. Mas o goleiro rubro-negro estava lá, mais uma vez, para defender com segurança – segurança, aliás, que não faltou em nenhum momento.

Pênalti defendido coroa atuação

O auge da noite para César, porém, foi aos 43 minutos. Quando um gol para o Junior significaria muita pressão no fim. Faltaria só mais um para levar a semifinal para os pênaltis quando Barrera caiu na área e árbitro apitou.

O goleiro, aquele que não jogava desde dezembro de 2015, pulou para o canto esquerdo e defendeu cobrança de Chará. Calou o Estádio Metropolitano, que começava a protestar contra o árbitro e fazer mais barulho do que o jogo todo. Um balde de água fria na empolgação colombiana, que não afetou o Fla.

No fim, Vizeu ainda marcou o segundo gol – o primeiro tinha sido dele também. Mas será impossível não lembrar de César como o nome da partida em Barranquilla.

 

Globo

 




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