Mercado financeiro estima inflação mais alta em 2019

De acordo com relatório do Banco Central, em relação ao PIB, a previsão é de recuo de 2,30% para 2,28% este ano.

A expectativa do mercado financeiro aponta para uma possível alta na inflação em 2019. Para os analistas econômicos, a estimativa para o indicador subiu de 3,85% para 3,87%. A meta estipulada é de 4,25%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central, através do Boletim Focus. O relatório é apresentado semanalmente pela instituição financeira. O balanço faz parte do resultado de um levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central precisa elevar ou reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Já para 2020, a estimativa da inflação se manteve em 4%, de acordo com análises do mercado financeiro. A meta será cumprida se a inflação oscilar entre 2,5% e 5,5%.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, a previsão é de recuo de 2,30% para 2,28% este ano.  Esta foi a segunda queda seguida do indicador, que serve para medir a evolução da economia.

Já a inflação pelo IPC-S, que mede o índice de preços ao Consumidor, registrou variação de 0,45%. Com o resultado, o indicador ficou acima da taxa divulgada na última apuração.

O índice calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que, seis das sete capitais pesquisadas, registraram acréscimo nas taxas de variação. São elas: Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Somente Belo Horizonte registrou queda.

 

 

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