Após greve parcial, estados têm manifestações contra reforma da Previdência

Serviços de transporte público nas principais capitais do país foram afetados na manhã de hoje por uma greve contra a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Entre as cidades mais atingidas, estão Belo Horizonte, onde nenhuma linha do metrô funcionou, Salvador e Brasília, que tiveram paralisação total dos ônibus.

São Paulo e Rio de Janeiro tiveram impactos menores. Na capital paulista, o metrô funcionou parcialmente, enquanto trens e ônibus circularam normalmente. No Rio, as mobilizações não trouxeram dificuldades ao funcionamento do transporte público. A partir desta tarde, manifestações convocadas pelas centrais sindicais acontecem em pelo menos seis capitais. No Nordeste, Natal, Teresina, Maceió e Recife já concentram atos contra a reforma.

Em Maceió, manifestantes são liderados por um minitrio elétrico e levam bandeiras e cartazes criticando os cortes do governo federal. Em Recife, manifestantes bloquearam ruas e a ponte Princesa Isabel, na região central. No Sudeste, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro também têm atos programados. Na capital paulista, a concentração é na avenida Paulista, onde os participantes interditam faixas e bloqueiam o trânsito. Faixas e camisetas exaltam a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há ainda cartazes contra o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, que tiveram conversas vazadas pelo site The Intercept Brazil.

Líderes da esquerda, como Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos e Eduardo Suplicy engrossaram o ato em São Paulo. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), 14 pessoas foram detidas no estado: dez na capital, após evento na avenida Francisco Morato, e quatro em Sorocaba, após depredação de um micro-ônibus. No Rio, os protestos fecham a avenida Presidente Vargas, na região central. Os participantes se aglomeram da Candelária, palco habitual de manifestações, até o cruzamento com a avenida Rio Branco.

Em Curitiba, manifestantes estão na praça Santos Andrade, próximo à reitoria da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Segundo a Polícia Militar, o protesto acontece de forma pacífica, com estimadas 3.000 pessoas presentes.

 

 

UOL