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Brasil

Vítimas de massacre têm velório coletivo em Suzano

14 de Março de 2019 às 11:16:01

Atos religiosos estão previstos para ocorrer na cidade durante a manhã e a tarde.

Cerca de cinquenta profissionais da rede municipal de saúde prestam atendimento na Arena Suzano, entre médicos psiquiatras e clínicos gerais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e assistentes sociais.

Missa
Na noite de quarta-feira, fiéis participaram de uma missa em frente à escola onde ocorreu o massacre. No sermão, o padre Cláudio Taciano dissse que o mundo “anda estranho”. “É preciso entender agora qual é o recado que esse episódio na escola quer passar para todos nós. Vamos suportar mais violência?”, questionou o religioso.

A prefeitura de Suzano decretou luto oficial de três dias consecutivos e suspendeu as atividades nas escolas municipais entre quinta e sexta-feira.

Massacre
Na manhã desta quarta-feira, 13, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, entraram na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na região metropolitana de São Paulo.  Ex-alunos do colégio, os jovens chegaram em um carro alugado ao local, na hora do intervalo entre aulas.

Armados com um revólver, facas, arco e flecha, uma besta — arma de origem medieval usada para lançar flechas — e machadinha, os dois mataram um total de oito pessoas: cinco estudantes, duas funcionárias e um empresário, tio de Guilherme e dono de uma pequena concessionária que foi morto pelo sobrinho a caminho do colégio. Após o crime, Taucci atirou em Luiz e se suicidou.

O vídeo de uma câmera de segurança registrou o momento em que Taucci entra na escola, saca a arma e dispara aleatoriamente contra os estudantes e funcionários que estavam em frente à secretaria do colégio, pouco depois da entrada. Na sequência, ele segue para um outro ambiente, não filmado, e aparece Castro, que, com a machadinha, tenta impedir a fuga de estudantes e chega a atingir alguns.

Segundo a mãe de Taucci, o garoto deixou de frequentar a escola em virtude de bullying. Ele morava com os avós e duas irmãs e estava afastado dos pais, que são dependentes químicos. Segundo relato de colegas, ele os ameaçou há três dias em um shopping, quando disse que estes deveriam “ficar espertos”. Em um de seus perfis, o atirador se identificava como “Guilherme Alan” e postou uma foto com máscara e arma antes do ataque.

 

 

VEJA.com




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