Corpo de jogador futsal do Corinthians e da seleção brasileira assassinado no RS é velado em SP

O corpo do jogador Douglas Nunes, de 27 anos, morto a tiros na madrugada deste domingo (11), em Erechim (RS), é velado nesta segunda-feira (12) no Cemitério da Vila Alpina, na Zona Leste de São Paulo. O pivô do Corinthians também jogou pela seleção brasileira. Ele deixa um filho de sete anos. O enterro está marcado para as 16h.

Douglas foi baleado na saída de uma casa noturna, que fica na Avenida Sete de Setembro, no Centro da cidade, horas depois de jogar a semifinal da Taça Brasil contra o Atlântico.

No velório, os irmãos de Douglas demonstravam indignação com o fato de Ricardo Jean Rodrigues, de 25 anos, preso suspeito de matar o jogador, estar no local do crime após as 22 horas, sendo que ele cumpria prisão domiciliar por tráfico de drogas. De acordo com o delegado responsável pelo caso, José Roberto Lukaszewigz, ele confessou o crime.

"Prisão domiciliar é muito enganoso. Ninguém fica em casa após 22h. Tinha que estar dentro da cadeia", disse Adalberto Nunes da Silva, o Betão, irmão mais velho de Douglas, que também é jogador de futsal.

Adriana Nunes da Silva, irmã de Douglas, diz que o irmão estava muito feliz com o momento em que vivia em sua carreira. "Ele tem um filho, estava com a nova namorada, todo encantado. Não saía mais para balada. Um menino de ouro, ajudava minha mãe e meu pai. Agora que ele estava se alavancando. Estava fazendo vários gols."

A irmã destaca que Douglas foi autorizado a ir para a casa noturna com outros jogadores. "Douglas não fugiu do hotel, foi liberado para ir ao camarote. "Não tem câmera no local? Cadê a segurança da casa? Os que estavam com ele não falam. Por que? Não falam porque são casados? Ele não estava lá jogando? Cadê agora? Traz agora um caixão para enterrar?", afirmou.

A família reclama de falta de informações oficiais sobre o que aconteceu. "Não fomos convocados a nada. Delegado não deu satisfação de nada. Nem para reconhecer o corpo", diz Adriana.

O que diz a polícia

Segundo o delegado responsável pelo caso, ele e outros jogadores estavam no bar, quando Douglas se envolveu em uma discussão na bilheteria. Ao sair do local, o homem com quem o jogador havia discutido pegou o carro, estacionou em frente ao estabelecimento e atirou contra ele, que foi atingido na cabeça.

Douglas chegou a ser socorrido por bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. Um homem, de 25 anos, foi preso neste domingo (11). De acordo com o delegado responsável pelo caso, José Roberto Lukaszewigz, ele confessou o crime.

"Segundo ele, a discussão foi em razão da conta. O grupo tomou espumante no camarote e, na hora de pagar, deu briga", relata o delegado.

Conforme a polícia, o suspeito já havia sido preso por tráfico de drogas e estava em prisão domiciliar, ou seja, deveria estar em casa.

"Não sei dizer direito o que aconteceu, porque eu estava dormindo na hora e agora estou na delegacia tentando saber o que aconteceu. Sei que ele estava com um grupo de jogadores e eles tinham saído para aproveitar a folga", disse o técnico do Corinthians, André Bié, ao portal GloboEsporte.com.

Irmão do também pivô Betão, campeão mundial com a seleção brasileira em 2008, Douglas Nunes foi formado nas divisões de base do próprio Corinthians. No futsal adulto, ele atuou também por Orlândia e Kairat Almaty, do Cazaquistão, antes de retornar ao Parque São Jorge em 2017.

Em publicação nas redes sociais, o Corinthians lamentou a morte do jogador e desejou força aos familiares e amigos.

 

 

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