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Acre

Vereador de Epitaciolândia sai em defesa e afirma que seu colega é ?vítima de mesquinhez?

21 de Janeiro de 2016 às 08:53:47

Wanglézio Braga

É grande a movimentação nas redes sociais após a abertura de Inquérito Civil do Ministério Público do Acre (MPE) que vai investigar um parlamentar da Câmara Municipal de Epitaciolândia que possivelmente teria recebido kit de limpeza da prefeitura daquela cidade. Na manhã de ontem, 20, o vereador Carlos Portela saiu em defesa e disse que o colega é vítima de uma ação “mesquinha”.

Portela disse que o custo do kit era de aproximadamente R$ 20,00, porém, o seu colega foi denunciado por ter recebido material de limpeza distribuído pela prefeitura. E sem titubear, o parlamentar mirim desferiu críticas aos veículos de comunicações que relataram o caso. “Nossa política está tão mesquinha que a abertura de inquérito está sendo exibida em quase todos os meios de comunicação regional, como se fosse um troféu para o Poder Público Municipal”, escreveu.

Ainda na postagem, Carlos questionou a finalidade dos produtos distribuídos pela prefeitura. “Qual a finalidade da distribuição desses kits? Segundo o que sabemos, são para as vítimas da alagação, e o vereador foi vítima, a casa de terceiro em que o mesmo morava foi atingida sim”, questionou acrescentando que “pelo fato de ser um Vereador não significa que o mesmo seja rico, Vereador é representante de classes sociais (...)”.

Finalizando sua postagem, Carlos Portela acredita que o vereador em questão, Messias Lopes, se tornou vítima de “mesquinharia”.  “Agora porque o vereador é atuante na função de fiscalizar os bens Públicos e de estar fazendo várias denuncias e participando de CPI contra a administração Municipal, inclusive cobrando e denunciando os recursos que vieram para os atingidos na alagação, cobrando a prestação de contas, denunciando os desvios de sacolões onde flagramos alguns, a prestação de contas do Cheque Corporativo para os gastos com a alagação, a prestação de contas dos mais de R$ 647.000,00 que veio em prol dos alagados, dos colchões, etc. Será que nesse município não se pode exercer a função principal de vereador que é a de fiscalizar e denunciar, que logo se torna vítima de mesquinhez?’, finaliza.

O caso

O promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPE/AC), Ildon Maximiano, publicou a portaria N° 01/2016 no Diário Oficial do Estado (DOE) de segunda-feira, 18, informando que abriu Inquérito Civil para apurar denúncia de que um vereador de Epitaciolândia teria supostamente recebido kits de limpeza da prefeitura daquela cidade que era destino á ajuda de famílias carentes.

Segundo o Decreto, os kits contendo produtos de limpeza eram destinado à ajudar as vítimas da última cheia do rio Acre. O recebimento de vantagem indevida por um agente público, em razão de seu cargo é considerado ilegal.

O promotor de justiça designou uma equipe que fará o processo de investigação do caso. A equipe entrará em contato com o Chefe da Defesa Civil do Estado para receber documentos onde constam orientações sobre as doações recebidas pelo município. O vereador da Câmara de Epitaciolândia será notificado a apresentar sua defesa. Ildon Maximiano deu prazo de 15 dias para apresentação de informações e requerimentos.




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