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Acre

Plantio consorciado de seringueira e frutas é sucesso em Assis Brasil

16 de Setembro de 2015 às 08:44:16

O governo do Estado, por meio dos órgãos ligados à produção rural, tem incentivado o plantio de seringueiras em todo o Acre. Nos últimos anos foram plantados quase três mil hectares de seringueiras.

Com investimentos como a Fábrica de Preservativos em Xapuri e a Indústria de Beneficiado de Granulado Escuro Brasileiro (GEB), construída em Sena Madureira, que deve começar a operar, no máximo, até 15 de novembro, a borracha voltou a ser valorizada e os extrativistas retornaram à produção, tanto nos seringais nativos como apostando no plantio da espécie.

Um dos desafios é garantir renda aos produtores rurais que estão plantando seringueiras em suas propriedades, já que o retorno não é imediato e o primeiro corte das árvores plantadas se dá por volta de sete anos.

É aí que entra o plantio consorciado com diversas frutíferas, que garante renda ao produtor durante todo o ano até que ele comece a obter receita com a extração do látex.

Experiência de sucesso em Assis Brasil

Experiência que o diretor-presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, IdésioFranke, conheceu no domingo, 13, na zona rural de Assis Brasil.

Na propriedade de Izaís Lopes são quatro hectares de seringueiras consorciados com banana, castanha, cupuaçu, maracujá, açaí, cana-de-açúcar, graviola e abacate. Só de banana, são mais de 900 pés da fruta, que garante uma boa renda ao produtor rural.

“Plantei 120 pés de maracujá, com a cana já fiz mais de 800 quilos de doce e açúcar mascavo. Só com a banana consigo uma renda de mais de mil reais todos os meses”, afirma o produtor rural.

Daqui dois anos, Izaís já começa a fazer os primeiros cortes nas árvores e inicia a extração do látex.

“Esta propriedade é mais uma demonstração de como esses sistemas agroflorestais podem ser importantes para garantir renda ao produtor. Sem o uso do fogo e sem a necessidade de desmate, é possível plantarmos seringueiras, que vão no futuro proporcionar um bom retorno financeiro, e enquanto não chegar a época do corte, os produtores sobrevivem da comercialização das frutas”, destaca IdésioFranke.

Agência de Notícias do Acre




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