Projeto prevê construção de aeroporto compartilhado entre Feijó e Tarauacá

Por Wanglézio Braga

A falta de acesso pavimentado ao aeródromo de Feijó e os problemas de invasão da pista de pouso de Tarauacá podem acabar graças a um projeto idealizado pelo Governo do Estado em parceria com as prefeituras. Em entrevista ao Portal O Rio Branco, o diretor presidente do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (DERACRE), Ítalo César, informou que existe um projeto, ainda embrionário, que tem o objetivo de criar um aeroporto compartilhado entre as duas cidades.

Segundo Ítalo César, o projeto está na fase de identificação da área que possa ser construído o novo aeródromo. Ele comentou ainda que já foi feita uma consulta entre os prefeitos de Feijó e Tarauacá, Kiefer Cavalcante e Marilete Vitorino, respectivamente e que deram aval positivo para a construção do espaço e que inclusive já existe fonte de recursos para a efetivação do projeto.

“Isso diminuiria os problemas da região, desses municípios. Tiraria o aeroporto de Tarauacá que se encontra dentro da cidade, onde as pessoas usam para caminhar na pista, onde os animais invadem o local colocando em risco a vida da tripulação e da própria população de Tarauacá sem contar a torre de comunicação que pode prejudicar a aviação. Esse projeto resolveria de vez a falta de acesso ao aeroporto de Feijó que hoje temos encontrado dificuldade de pavimentação”, disse.

O gestor do DERACRE enfatizou que recentemente a autarquia realizou um paliativo na pista de Feijó e que por falta de insumos, a restauração conclusiva não pode ser realizada. César comentou ainda da burocracia para a aquisição de insumos para a produção de asfalto na região do Envira.

“O acesso a esse lugar ainda é uma reclamação presente. A prefeitura também fez um paliativo mais pode ficar difícil com a chegada do inverno. Nós estamos tentando a manutenção da usina de asfalto que produzirá massa asfáltica, porém, a situação é falta de empresas que estejam dispostas, por meio de licitação, ofertar os produtos para a massa”, comentou César informando que duas licitações já foram realizadas e que ninguém manifestou interesse de contrato.

Por fim, Ítalo ressaltou ainda que a situação só não piorou, com a falta de insumos, por conta de uma carona licitatória com o 7º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) que possibilita paliativos naquela região.