Governo dá os primeiros passos no visionário acesso do Acre ao Peru

O primeiro passo do governo Gladson Cameli para a construção do visionário acesso terrestre ligando o Brasil ao Peru, pelo Vale do Juruá, via Parque Nacional da Serra do Divisor até o município peruano de Puccalpa, já está em pleno andamento com equipes da Secretaria de Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano (Seinfra) trabalhando no primeiro traçado da futura rodovia, saindo de Cruzeiro do Sul rumo ao país vizinho.

Nesse ousado projeto que, no primeiro momento, consiste em abrir 54 quilômetros de trilha (caminho existente na mata), para realizar o levantamento topográfico saindo de Mâncio Lima até a fronteira peruana, o Governo do Estado conta com a parceria da Associação Comercial de Cruzeiro do Sul.

As equipes de engenheiros e topógrafos da Seinfra fizeram uma primeira etapa de levantamento topográfico na AC-405, no trecho de 18 quilômetros, iniciando no centro de Mâncio Lima até onde é possível o acesso terrestre com automóvel, na localidade conhecida como final do Ramal do Feijão Insosso.

Atualmente as equipes estão realizando abertura de trilha e levantamento topográfico no trecho que vai desde o final do Ramal do Feijão Insosso, Mâncio Lima, até o Rio Azul, que corresponde a 36 quilômetros, com perspectivas de conclusão até o dia 15 de novembro.

A partir daí, deverá começar a parte mais difícil do trabalho, por se tratar do início do Parque Nacional da Serra do Divisor, onde a mata é mais fechada, demandando a necessidade de montar uma missão maior, com mais pessoas, para iniciar as atividades a partir de 18 de novembro.

Licença ambiental

Do rio Azul até a fronteira com o Peru, a programação é passar por dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor. Contudo, dentro da serra a trilha a ser aberta é mais estreita, propiciando apenas fazer a marcação do eixo da rodovia, obedecendo todas as normas e trâmites legais, após a autorização formal por parte do órgão ambiental responsável.

Apenas nos trechos do traçado que estiverem fora do parque ambiental será solicitada a licença para abertura de um ramal mais largo, que facilite os estudos e levantamentos para caracterização do projeto em si, que demandará estudos mais detalhados como sondagens de jazidas, hidrológico, estudo de pontos com elemento de drenagens e pequenas pontes.

Para o licenciamento ambiental, os primeiros encaminhamentos serão feitos nas reuniões que ocorrerão a partir da próxima semana, com representantes do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e ICMbio.

Lado peruano

A equipe encarregada do projeto está em contato com o governo peruano para que o trabalho semelhante seja iniciado também no lado do país vizinho, carecendo, inclusive, de uma autorização peruana, definindo qual o melhor traçado para eles nessa ligação até Puccalpa.

O projeto prevê que o passo seguinte seja uma apresentação para o governo peruano até final de dezembro deste ano, ou início de 2020, mostrando o que já avançou, seguindo conjuntamente com estudos e projetos de ambos os lados para continuidade dos trabalhos.

Para assim, avançar com estudos dentro do parque e, paralelo a isso, correr com os estudos de viabilidade técnica ambiental e dos projetos, com a meta de se licitar a obra em no máximo três anos, tempo hábil para que o governo do Estado busque os recursos necessários.

Desafios, esforços e grandes vitórias

“Na vida só há grandes vitórias, com grandes desafios e grandes esforços”, defendeu o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, durante missão realizada no último fim de semana, percorrendo estradas, ramais e trilhas no traçado da futura rodovia Cruzeiro do Sul – Puccalpa, que ligará o Vale do Juruá ao Peru.

Thiago Caetano se disse abençoado em participar desse momento histórico como cidadão e agente público de um governo comprometido com ações revolucionárias, que proporcionem a abertura de novos caminhos, que levem ao desenvolvimento do estado, como é o caso dessa estrada ligando o Juruá ao Peru.

“É gratificante contribuir, enquanto engenheiro rodoviário e secretário de Infraestrutura, com conhecimentos em topografia, hidrologia e geologia (relevo, linhas de drenagens, rios, e solos) no traçado que está sendo projetado”, explicou.

O secretário de Infraestrutura destacou ainda que, ao participar dessa etapa da missão, foi possível contribuir com algumas orientações topográficas, com intuito de demarcar o eixo da rodovia no melhor traçado possível, o que vai gerar menor custo de implantação, com menos quantidade de pontes, bueiros, curvas e ladeiras. “Inexiste cansaço, quando avalio todos os benefícios que esta rodovia trará para o Vale do Juruá, para o Acre e o Brasil, e vale muito a pena qualquer sacrifício pelo nosso povo, nossas famílias e nosso futuro”, finalizou Thiago Caetano.

 

 

Agência