Vice-ministro insinua que ex-presidente Lúcio Gutierrez lidera conspiração
O governo do Equador denunciou nesta segunda-feira (10) que setores indígenas pretendem derrubá-lo com o apoio de partidos da oposição, como uma forma de protestar contra um projeto de lei que regula o manejo da água.
O vice-ministro da Secretaria dos Povos Indígenas, Orlando Pérez, afirmou que declarações do líder da principal organização indígena do país, Marlon Santi, "já não ocultam o verdadeiro propósito desse movimento, desse fenômeno político, que é derrubar o governo".
- Eles querem derrubar Rafael Correa porque não estão de acordo com ele, porque [o presidente] não lhes deu tudo o que pediram.
Pérez declarou que para isso os nativos contam com o apoio de partidos opositores de direita, como o Prian e o Sociedade Patriótica. Este último é liderado pelo ex-presidente Lucio Gutiérrez, deposto por uma revolta popular em 2005, e que não reconheceu a reeleição de Correa em abril de 2009.
- Há uma estratégia de poder implantada e apoiada por alguns setores que dão dinheiro, como o Sociedade Patriótica e o Prian.
Segundo o vice-ministro, os indígenas "querem governar o país e derrubar o presidente".
Santi, titular da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), negou nesta segunda-feira que o protesto contra a iniciativa oficial, apontada como privatizante, busque derrubar o governo socialista e pediu que as exigências de seu movimento sejam consideradas no texto discutido no Congresso.


Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
