A taxa de desemprego entre as pessoas que concluíram o segundo grau é maior do que entre aquelas que não terminaram essa etapa da formação, segundo um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento).
O índice de desemprego entre quem não concluiu o segundo grau é de 4,7% da população ativa, contra 6,1% dos graduados. Segundo a entidade, uma das razões seria a alta taxa de desemprego entre as mulheres que concluíram o segundo grau, que é de 8,5%, quando a média do restante dos 37 países analisados pela OCDE é de apenas 5%.
"Outro fator é a estrutura da economia brasileira, que teria mais necessidade de uma mão de obra menos qualificada, embora não existam estatísticas a respeito", disse o economista Etiene Albieser, da divisão de análises e responsável pelor setor de educação da entidade. O Brasil teria um terço de desempregados entre as pessoas na faixa de idade entre 25 e 64 anos.
No período entre 1995 e 2007, os gastos do governo brasileiro com alunos do ensino primário e secundário quase dobraram, atingindo R$ 1,8 mil. Mesmo assim está bem aquém da média dos países da OCDE, de R$ 7,6 mil.
A distância fica maior quando se constata o quanto o governo já percorreu. Ao lado de Chile, Dinamarca e EUA, o País foi o único que registrou aumento na participação dos gastos com educação no PIB superior a 0,8 ponto percentual entre 1994 e 2000. O percentual do PIB destinado ao setor variou de 3,7% a 5,2%. A fatia do Orçamento brasileiro dirigido aos bancos escolares também cresceu, de 11,2% a 16,1%, entre 1995 e 2007.


Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
