sncAcre2-22-07-2011
 
 
 
 
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Obesidade "garfa" verba antifumo nos EUA

Desde que começou o mandato de Brack Obama nos Estados Unidos, sua esposa, Michelle, vem batalhando contra a obesidade infantil. Seu programa "Let's Move" (algo como "Vamos nos mexer"), recebeu mais de 1 bilhão de dólares.


Como dinheiro não nasce em árvore (nem mesmo nos EUA), ele teria que sair de algum lugar. Não por acaso, enquanto os gastos governamentais contra a obesidade vêm crescendo vertiginosamente, os fundos destinados ao combate ao cigarro estão caindo.


Mesmo os altos impostos cobrados sobre os cigarros em diversos estados não se revertem para o combate ao fumo, o que é motivo de crítica entre grupos como o Campaign for Tobacco-Free Kids. O presidente da instituição, Matthew L. Myers, disse em entrevista ao The New York Times que a redução do número de adultos e jovens fumantes está menor devido à não utilização dessas verbas.


A mudança de prioridade nas campanhas de saúde pode ser entendida ao se observar as últimas estatísticas: Um em cada cinco estadunidenses fuma, enquanto que um em cada três habitantes é obeso. Contudo, há quem discorde desta lógica, como o diretor do Centro de Pesquisa para o Controle de Tabaco da Universidade da Califórnia, Stanton A. Glantz, que afirma que o cigarro mata quatro vezes mais pessoas que a obesidade.


De qualquer forma, essa mudança de prioridades é uma tendência clara no governo dos Estados Unidos e que deve ser observada com atenção. Afinal, quase tudo que os americanos fazem, acaba se refletindo por aqui.

 

 




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