No próximo domingo (30/05) acontecerá uma manifestação de internautas, contra a política de privacidade do Facebook. O Quite Facebook Day foi idealizado por dois usuários do site que, preocupados com o destino de suas informações, decidiram reunir companheiros da rede social na busca por melhores condições de compartilhamento de informações pela internet.
O número de adeptos, quase 23 mil no momento fechamento deste texto, ainda é pequeno, se comparado ao número de perfis que o Facebook reúne: 140 milhões. Mas, para Omar Kaminski, advogado atuante nas relações entre Direito e Novas Tecnologias, a postura do Facebook merece reações como essa. "Acho interessante a mobilização por internet. Em quantas manifestações você deixou de ir porque tem que trabalhar, cuidar da casa? Essa manifestação é espontânea, não ocupará seu tempo e com certeza pressionará a empresa a adotar uma nova postura."
Os criadores do movimento, Matthew Millan e Josph Dee, explicam no site por que estão saindo da rede social. "Para nós, tudo se resume a duas coisas: escolhas justas e boas intenções. Em nossa opinião, o Facebook não oferece nenhuma das opções."
Para Millan e Dee, sair do Facebook não é fácil. "O Facebook é envolvente, agradável e com toda a franqueza, viciante. Abandonar algo como o Facebook é como parar de fumar." Eles ainda explicam que existem alternativas para o uso da rede social, e citam o Brasil como exemplo. "Se o Brasil pode usar o Orkut, pensamos que há esperança para você encontrar uma nova casa na web."
O site ainda oferece uma opção de lembrete para excluir sua conta no dia da manifestação online.


Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
