Foto: Igor Barros
Aeroportos fechados, hospitais lotados e autoridades em estado de alerta.
Sem chuva, caos no Acre já dura 2 semanas. Esse é um dos vários títulos de reportagens de âmbito nacional sobre a crise ambiental que a população acreana vem sofrendo nos últimos dias. Televisões, jornais, sites e blogs destacam todos os dias o “inferno astral” que principalmente as crianças e idosos estão sofrendo com a grande concentração fumaça e seca que assola o estado.
A nuvem de fumaça das queimadas que atingem o Acre pôde ser sentida e notada em diversas áreas urbanas do Estado nessa quarta feira (18). Segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia, o INMET, as últimas 24 horas já registraram mais de 75 focos. De acordo com informações da SOMAR Meteorologia, a última chuva foi registrada em Rio Branco-AC, um dos municípios mais afetados, ocorreu em 1° de junho desse ano.
Segundo os meteorologistas da SOMAR, não há previsão para chuvas nos próximos dias e a temperatura pode chegar a 39°c.
Entre os reflexos mais diretos dessa concentração de fumaça e tempo seco é a concentração de poluentes. Além de muito desconforto à população, somada às condições extremas de temperatura e baixa umidade, a poluição das queimadas intensificam principalmente problemas respiratórios e cardíacos.
AEROPORTOS
O aeroporto Plácido de Castro permanece inconstante, com fechamentos intercalados, operando por instrumentos, por conta do volume de fumaça que cobre o céu da cidade de Rio Branco. Dessa forma, os passageiros enfrentam muitos transtornos e longas horas de espera. De acordo com a Gol, no último sábado (14), houve realmente, problema com o voo 1939. Por não conseguir pousar, o avião voltou a Manaus. Mas, ainda no sábado a situação foi normalizada. Para que o aeroporto opere com a ajuda de aparelhos é necessário que haja visibilidade acima de 1.600 metros. A situação se repete no aeroporto da segunda maior cidade do Acre, Cruzeiro do Sul. Por várias vezes o vôos foram cancelados e aeroporto fechado por falta de condições para decolagens e pouso de aeronaves.
Segundo informações da Sala de Situação do Governo do Estado, o momento atual é crítico com a fumaça vinda, principalmente, do sul do Estado do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Bolívia. Além da visibilidade, obras na pista do aeroporto tem sido outro obstáculo enfrentado pelos pilotos, até o mês de outubro, antes que comece período de chuvas.


Antonio Muniz
Stalin Melo
Narciso Mendes
