Transporte e segurança são temas prioritários para qualquer cidadeAssisti a final da Copa do Mundo 2010 em La Paz, na Bolívia. Seis meses antes desembarcava em Johannesburg, na África do Sul, para uma viagem de 18 dias pelas cidades-sede do Mundial (saiba tudo aqui da viagem: http://blogs.abril.com.br/augustodiniz/2010/01/dicas-para-torcedor-que-quer-ir-copa-mundo-africa-sul.html).
De lá para cá refleti bastante sobre a Copa, suas implicações no cotidiano das pessoas e sua interferência na rotina das cidades.
Tive preocupação com o Mundial na África do Sul. Temia pela violência urbana e a falta de transporte, essencialmente. Acompanhei o andamento do Mundial pelo noticiário, mas acho que o resultado superou as minhas expectativas – foi menos grave do que previra.
Acostumado a sofrer no Brasil com a dificuldade de se locomover e a necessidade de olhar sempre para os lados nas ruas para evitar uma abordagem indesejada, fui mais desconfiado com a Copa da África do Sul do que devia.
Violência e falta de transporte parecem acossar também a Bolívia. No entanto, em La Paz, a sensação de insegurança nas ruas quase inexiste. Acredito que a preocupação com a violência no país está relacionada aos grupos de oposição ao presidente Evo Morales e ao narcotráfico – nada a ver diretamente com roubos e furtos.
Já o transporte boliviano, ele é ruim e milhares de vans se atiram às vias públicas para dar mobilidade à população. O serviço é precário e inseguro.
Transporte e segurança são temas prioritários para qualquer cidade, seja ela sede ou não de uma Copa do Mundo. A diferença é que em uma sede do Mundial esses problemas ganham contornos globais.
A pobre Bolívia está muito longe de organizar uma Copa. A África do Sul o fez. O Brasil realizará pela segunda vez com uma responsabilidade infinitamente superior.





















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