Quando jogadores, comissão técnica e dirigentes da CBF entrarem no Estádio Nacional nesta sexta-feira (7/10) para enfrentar a Costa Rica, saibam que estarão na mais moderna arena de futebol da América Central. E que, apesar disso, o valor para sua construção saiu bem mais baixo em relação a qualquer outro estádio que está sendo erguido para a Copa do Mundo 2014 no Brasil na qual a maioria deles será protagonista.
A arena multiuso da capital costarriquenha, San José, é mais um exemplo da disparidade dos custos das obras dos estádios do Mundial a ser realizado em território brasileiro daqui a três anos.
Inaugurado em março desse ano e com capacidade para cerca de 35 mil pessoas, a construção do Estádio Nacional começou em março de 2009. Portanto, foram dois anos de trabalhos. O custo total da obra foi de US$ 95 milhões (hoje, com a alta do dólar, o valor seria em torno de R$ 180 milhões). Assim, o custo por assento no estádio saiu por R$ 5,1 mil, muito abaixo dos apresentados aqui no Brasil e até de recém-inauguradas arenas na Europa.
Para a temporada europeia de futebol 2011/2012, por exemplo, foram inaugurados o estádio de Valenciennes (França) — 25 mil lugares e custo de R$ 187 milhões; Coface Arena (Alemanha) — capacidade de 34 mil e valor total de R$ 149 milhões; e Juventus Stadium — 41 mil lugares e custo de R$ 304 milhões. Os custos por espectador nestes estádios ficaram em R$ 7,5 mil, R$ 4,3 mil e R$ 7,4 mil, respectivamente.
No Brasil, o custo por espectador das arenas para o Mundial 2014 é: Itaquerão-SP (R$ 13 mil), Fonte Nova-BA (R$ 11,8 mil), Maracanã-RJ (R$ 11,6 mil), Arena Pernambuco (R$ 11,5 mil), Arena Pantanal-MT (R$ 11,4 mil), Mineirão-MG (R$ 11 mil), Arena Amazônia-AM (R$ 10,6 mil), Estádio Nacional-DF (R$ 9,8 mil), Arena Dunas-RN (R$ 9,1 mil) e Castelão-CE (R$ 8,6 mil). A Arena da Baixada-PR e o Beira-Rio-RS têm custo por espectador mais baixo (R$ 5,3 mil e R$ 4,7 mil, respectivamente), mas ambos estádios não sofrerão grandes intervenções para a Copa e inclusive ainda estão em funcionamento no Campeonato Brasileiro.
O estádio costa-riquenho
O Estádio Nacional da Costa Rica foi construído em local de um antigo estádio de mais de 80 anos que foi demolido. O projeto foi financiado quase na totalidade pelo governo chinês, em troca do apoio dado pelo país centro-americano em não reconhecer Taiwan como nação independente, mas sim pertencente à China. O país asiático chegou a enviar 600 operários para finalizar a obra.
O local tem telões instados atrás dos gols e espaços internos diversos, como salas para as 32 federações esportivas locais, museu e áreas para outras práticas esportivas, como tênis de mesa, esgrima e xadrez, além de oito salas de reunião. Salas vips e camarotes completam o espaço.
A cobertura cobre dois lados da arquibancada do estádio – as duas arquibancadas atrás do gol são descobertas. Uma pista de atletismo circunda o campo. Um estacionamento subterrâneo foi construído para 2.500 veículos. O complexo conta ainda com um hotel para 350 hóspedes.

















