Da janela de casa, senti, finalmente, a emoção da Copa América. Os gritos pareciam do jogo do Brasil. No entanto, não era da equipe canarinho (que somente no dia seguinte experimentaria sua tragédia), mas contra nossos hermanos, a Argentina. Teve até fogos de artifício. A anfitriã caiu nas quartas de final da principal competição de seleções das Américas. Rimos por menos de 24 horas disso porque nós também nos despedimos da competição na mesma fase.
O time liderado por Messi definitivamente não é vencedor. É melhor cada um atuando em seu clube. O melhor do mundo no Barcelona. O Aguero no Real Madri. O Tevez no Manchester City ou Corinthians – embora tivesse torcedor corintiano depois da partida contra os uruguaios pedindo ao presidente do Corinthians, Andrés Sanches, para sustar o cheque da possível volta de Tevez ao Parque São Jorge depois que o jogador falhou na decisão por penalidades.
Se saiu melhor o uruguaio Forlán, que joga no Atlético de Madri. O Luis Suárez, do Liverpool. E o zagueiro Lugano, ex-são-paulino que ganha dinheiro hoje no Fenerbahce.
Na emocionante decisão por pênaltis (depois da partida terminar empatada em 1 a 1) para ver quem iria para a semifinal, brilhou a estrela do goleiro Muslera (que já havia feito uma partidaça) ao defender o pênalti de Tevez – o único que não marcou nas penalidades.
O jogo do Brasil contra o Paraguai foi menos emocionante, mas mostrou total incompetência da nossa seleção em superar o goleiro uruguaio Villar durante a partida normal, a prorrogação e nos pênaltis, principalmente, quando em quatro cobranças não marcou nenhuma.
Sei lá que diacho deu na cabeça de Mano Menezes em tirar da partida ainda rolando nossas três maiores promessas: Neymar, Ganso e Pato. Pela primeira vez senti falta de um ou dois jogadores mais maduros na frente. Definitivamente Robinho não sabe exercer esse papel.
Começo a acreditar que para a renovação da Seleção Brasileira precisamos ainda ter no time um Adriano ou Ronaldinho Gaúcho. Pelo menos para ajudar em momentos mais tensos, como o que vivemos contra o Paraguai.
Enfim, descobrimos que não temos time ainda. Não acreditava no Brasil nesta Copa América – apostava na Argentina, que também não resistiu. Fizemos uma péssima primeira fase. O Mano Menezes – se ficar no cargo – vai ter que rebolar muito para montar uma equipe para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem.

















