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HISTÓRIA DA BOLA: livro conta excursão do Mixto (MT) pelo Acre

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independencia_c__piaO Independência foi o único time acreano da época que caiu para o MixtoO jornalista mineiro de Guaranésia Nelson Severino, de 73 anos, lanço no meio do ano o livro Folclore do futebol de Mato Grosso. A obra conta com 248 páginas e conta 120 histórias. Os personagens são jogadores, dirigentes, juízes, bandeirinhas, torcedores, etc.
O leitor pode está perguntando o que o nosso futebol tem a vê com o livro do Nelson Severino. A resposta está nas páginas de 89, 90, 91 e 92, onde o autor descreve um episódio ocorrido em solo acreano, precisamente no mês de julho de 1972, quando o Mixto (MT) de Ruiter fez quatro jogos amistosos por essas bandas.
O primeiro compromisso da equipe mato-grossense ocorreu diante do Atlético, com derrota dos visitantes por 2 a 0. Na sequência, nova derrota da equipe visitante, mas agora para o poderoso Juventus (2 a 1). No terceiro compromisso, o time alvinegro do Centro-Oeste não passou de um empate sem gols contra o Rio Branco FC. No encerramento da Turner, a equipe mato-grossense acabou derrotando o Independência por 2 a 0. Porém, antes do apito final, aos 43 minutos, o goleiro Zé Rondonópolis, depois de um ataque tricolor, resolveu, ao invés de repor a bola, senta nela e ficou girando a cabeça em todas as direções do estádio, numa atitude que revoltou a torcida. Foi confusão pra lá de metro que você poderá acompanhar na sequencia do texto.
O autor agradece na apresentação da sua obra as pessoas que ajudaram a fazer o livro. A história a respeito da passagem do Mixto pelo território acreano foi pesquisada através de páginas do jornal O Rio Branco, as quais foram cedidas ao autor pelo editor de esporte Manoel Façanha, a qual Nelson Severino agradece na obra.
Sentada na bola e confusão
"Se nos estivermos ganhando, bem no final da partida um jogador vai sentar na bola..." – essa ordem foi dada pelo jogador e técnico Ruiter na preleção no vestiário antes do Mixto entrar em campo em Rio Branco para cumprir o quarto compromisso, encerrando uma excursão por gramados da capital acreana em junho de 1972. Foi uma temporada bem louca, com o alvinegro disputando 4 jogos em apenas cinco dias e se metendo em cada confusão...
Sentar na bola durante um jogo, uma ofensa intolerável no futebol, era uma forma do Mixto se vingar do tratamento nada cortês que estava recebendo dos acreanos.
Jogos
Já no primeiro jogo, que o Mixto perdeu de 1 x 0 para o Atlético Acreano, os comentaristas de rádios e de jornais chamaram os jogadores mixtenses de enganadores e pernas de pau. Afinal – ironizavam os cronistas – o Mixto era um time de profissionais e os jogadores atleticanos simples amadores...
Veio o 2º jogo, no dia seguinte, contra o Juventus, e o Mixto perdeu de novo, por 2 a 1. Novamente a crônica esportiva rio-branquense caiu de pau no alvinegro, cujo futebol era uma grande decepção para os acreanos. Os mixtenses ficaram muito chateados com as criticas da crônica esportiva, pois o Tigre já era uma equipe respeitada no futebol brasileiro.
No terceiro jogo, contra o Rio Branco, o Mixto conseguiu um suado empate pela contagem mínima. O resultado não melhorou a cotação do alvinegro perante os torcedores acreanos e muito menos à crônica esportiva.
Encerrada a temporada, o Mixto enfrentou o Independência. O time mato-grossense jogava fácil e ganhava o jogo por 2 x 0, com todos os méritos.
Aos 43 minutos do 2º tempo, o goleiro Zé Rondonópolis, depois de um ataque da equipe adversária, em vez de repor a bola em jogo, sentou-se sobre ela e ficou girando a cabeça em todas as direções do estádio, numa atitude zombeteira e provocativa!
O pau quebrou
Pra quê, xômano!...o pau quebrou feio! Num piscar de olhos, centenas de torcedores invadiram o campo e depois de tomar dos escoteiros que ajudavam a Policia Militar no policiamento aquelas espécies de bordunas de 1,5 m de comprimento que usam em suas caminhadas em grupos, passaram a bater nos mixtenses sem dó. Os jovens escoteiros, coitados, acompanhavam o massacre sem poder fazer nada.
- Nós parecíamos tropas do general Custer sitiadas pelos índios sioux nos tempos da conquista do oeste americano – recorda o zagueiro central Felizardo. Apesar da eficiência da PM na proteção dos mixtenses, muitas pessoas da delegação alvinegra entraram na porrada para valer.
O hotel onde o time mato-grossense estava alojado ficava bem próximo do estádio. Os mixtenses voltaram para o hotel a pé, sob a proteção da PM,pois os torcedores rio-branquenses queriam bater mais nos jogadores alvinegros por causa da ofensa de Zé Rondonópolis.
A tumultuada partida foi realizada numa quarta-feira à noite e logo que a delegação chegou ao hotel, o meio campo Ferreira, que era chegadinho numa birita, raspou a barba e foi para as ruas das imediações sondar como estava o ambiente. E voltou assustado com a revolta dos torcedores.
O embarque do Mixto para Cuiabá estava marcado para dois dias depois, porque naquele distante 1972 avião de passageiro nos céus da Amazônia era artigo de luxo. Para se vingar do insulto de Zé Rondonópolis, dezenas de torcedores passaram a noite fazendo barulho nas imediações do hotel para não deixar os mixtenses dormir...
A pancadaria do estádio e a arruaça dos torcedores no hotel eram apenas o começo de uma série de problemas que a delegação do Mixto ainda ia enfrentar em Rio Branco – lembra o massagista Carlito, do Mixto, que tinha viajado no lugar de Lisboa, que não podia sair de Cuiabá.
Urina na porta do hotel
Se já não bastasse a grande confusão da noite, lá pelas 11h30 estava armado o maior fuá defronte ao hotel onde a delegação alvinegra ficou alojada. O motivo do rolo: a prisão do jogador Ferreira.
Acontece que Ferreira havia apostado com alguém da delegação que ele tinha coragem de mijar defronte ao hotel em pleno dia. E no horário combinado – entre 11h30 e 12 horas – Ferreira saiu do hotel, olhou para os lados da rua e como não viu ninguém, começou a urinar...
Ferreira não tinha visto ninguém mesmo, nem o taxista que estava dentro do seu carro a uns 30 metros dali. O taxista, que também estava puto com a palhaçada de Zé Rondonópolis, ligou para a PM, que chegou rapidinho e prendeu Ferreira por atentado ao pudor...
O chefe da delegação/treinador/jogador Ruiter entrou na confusão em defesa do seu companheiro. Mas a prova do crime – a calçada molhada de urina – estava ali. E foi ajuntando pessoas, muitas delas já disposta a dar uns catiripapos, de novo, no mixtenses.
Depois de muito bate-boca e ameaças, Ruiter fez um acordo com os PMs que prenderam Ferreira: em vez de ir para um cela, ficaria "detido" no hotel, de onde só sairia quando a delegação alvinegra fosse para o aeroporto...
Confusão no aeroporto
Acordo selado e cumprido. No dia seguinte, logo cedo a delegação se mandou para o aeroporto de Rio Branco para não correr o risco de perder o voo. Chegava de tanto rolo! Mas o céu estava nublado e uma densa neblina impedia o avião, que já estava com a bagagem dos passageiros, de decolar.
Enquanto a tripulação aguardava autorização da torre de controle para a aeronave levantar voo, Ruiter resolveu engraxar os sapatos. Aí, a certa altura, apareceu onde Ruiter estava um empregado do aeroporto que começou a provocar o jogador, afirmando que o Mixto era uma porcaria de time de futebol, não valia nada, como a imprensa esportiva acreana estava dizendo...
De repente, Ruiter, que lia um jornal de Rio Branco que falava do Mixto, explodiu com o torcedor: "Este jornal não presta nem para limpar o meu sapato..." – reagiu Ruiter, enquanto fazia, com a publicação, o gesto dos engraxates lustrando calçados com um pano...
Estava armado novo sururu. O rapaz deu umas voltas pelo aeroporto, gesticulando e conversando, muito irritado, com outras pessoas. Não demorou, chegou ao aeroporto um numeroso grupo de oficiais da PM, que passaram a esculhambar todo mundo, e particularmente Ruiter, pela ofensa ao jornal.
- Acho que da turma o único que não era graduado era um sargento, que de certo foi chamado para amarrar a gente, porque, pelo jeito, naquele momento não havia algemas para toda a delegação – brinca Felizardo.
Ruiter se desmanchava em pedidos de desculpas, admitindo que tinha errado. Porém, o oficial que comandava o grupo na queria saber de justificativas, e sim de passar uma descompostura daquelas em Ruiter.
Nisso, o quarto zagueiro Carlos Martins, que de tão preto chegava a ser azulado, e que estava tirando um cochilo, acordou zonzo de sono e perguntou: "Qual é a confusão agora, Ruiter? Se vão prender você, vão ter que prender todo mundo" – gritou Carlos Martins.
"Cala a boca, macaco!"... – berrou o oficial comandante do grupo. E deu uma ordem em seguida: "Comecem a descarregar a bagagem deles do avião, está todo mundo preso..."
Mais conversa e mil pedidos de desculpas dos mixtenses, que naturalmente atraíram as atenções de quem estava no aeroporto. Finalmente, com a intervenção do pessoal da Vasp, a delegação mixtense foi autorizada a embarcar com destino a Porto Velho, onde acabou ficando mais dois dias por ter perdido a conexão do voo para Cuiabá.
Quando a delegação saiu da sala para embarcar – lembrar Ruiter – o oficial que liderava o grupo ainda fez uma advertência em forma de ameaça: "Caminhem direitinho para o avião. Quem olhar para trás vai em cana, fui bem claro?"
Ninguém olhou.



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